Executivo do Google defende capacitação em IA como prioridade maior que data centers
Google: capacitar em IA é mais crucial que construir data centers

Executivo do Google defende capacitação em IA como prioridade maior que data centers

Eduardo López, presidente do Google Cloud para a América Latina, apresentou uma visão contundente sobre os investimentos tecnológicos no Brasil. Em entrevista ao Radar, o executivo argumentou que, embora a construção de data centers seja relevante, o foco principal deve ser a capacitação das pessoas em inteligência artificial.

Educação em IA supera infraestrutura física

"Eu acho que ter data center é importante, mas eu acho que o mais importante é ter a educação das pessoas em IA", avaliou López. Ele ressaltou que os empregos gerados na construção desses centros de processamento de dados são limitados, enquanto o treinamento em IA pode abrir portas para um mercado mais amplo e sustentável.

O executivo detalhou que um data center tipicamente cria cerca de 15 posições de emprego. Em contraste, capacitar profissionais em inteligência artificial permite que eles desenvolvam e vendam serviços para o exterior, inclusive de cidades do interior brasileiro, gerando uma cadeia de valor mais significativa.

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Contexto brasileiro e iniciativas governamentais

O governo brasileiro tem atuado para atrair investimentos em data centers, com destaque para o lançamento do programa Redata no ano passado. Essa iniciativa estabeleceu incentivos fiscais para a construção de tais estruturas, visando impulsionar a infraestrutura tecnológica do país.

Contudo, o programa foi encerrado após o Senado não analisar a medida provisória que o criou, levantando questões sobre a continuidade desses esforços. López enfatiza que, independentemente dessas políticas, o Brasil deve priorizar a formação de talentos em IA para competir globalmente.

Impacto econômico e social da capacitação

Investir na educação em inteligência artificial não só aumenta a empregabilidade, mas também fortalece a economia ao permitir que brasileiros ofereçam serviços inovadores para mercados internacionais. "Se você treina as pessoas na IA e você começa a vender serviço para o exterior e pessoas que moram em uma cidade do interior do Brasil (você tem um resultado melhor)", destacou o executivo.

Essa abordagem pode transformar regiões menos desenvolvidas em polos de tecnologia, reduzindo desigualdades e promovendo um crescimento mais inclusivo. A visão de López desafia a narrativa tradicional que prioriza a infraestrutura física sobre o capital humano.

Conclusão: um chamado à ação

A mensagem do presidente do Google Cloud é clara: o Brasil precisa equilibrar seus investimentos, dando prioridade à capacitação em inteligência artificial para maximizar os benefícios econômicos e sociais. Enquanto data centers são parte da equação, o verdadeiro diferencial está na educação e na inovação impulsionadas pelas pessoas.

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