Tomografia revela detalhes inéditos da vida de múmias egípcias
Tomografia revela detalhes inéditos da vida de múmias

Tomografia revela detalhes inéditos da vida de múmias egípcias

Cientistas americanos utilizaram a tomografia computadorizada para analisar múmias egípcias e descobrir hábitos de vida e estados de saúde que estavam ocultos há milênios. A pesquisa, conduzida por radiologistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC), trouxe à tona informações surpreendentes sobre sacerdotes que viveram antes de Cristo.

Virtópsia: a autópsia virtual

O estudo foi uma verdadeira “autópsia virtual”, ou virtópsia, conforme explicou a Dra. Summer Decker, diretora do Centro de Inovação em Visualização Médica da USC. “Usamos essa técnica em desastres de massa ou homicídios para não precisar cortar o corpo. Temos uma obrigação ética de documentar e aprender sem destruir”, afirmou em entrevista à VEJA.

Nes-Min e Nes-Hor: histórias de dor e superação

Nes-Min, sacerdote que viveu por volta de 330 a.C., apresentava problemas na coluna lombar, provavelmente sentindo dores semelhantes às de muitas pessoas hoje. Já Nes-Hor, que viveu em 190 a.C., tinha graves problemas no quadril e nos dentes, além de evidências de uma possível cirurgia na coluna. “Pequenos furos foram encontrados ao redor da coluna, com marcas que parecem de ferramentas, indicando cicatrização de um procedimento feito quando ele ainda estava vivo”, detalhou Decker.

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Tecnologia 3D humaniza o passado

As múmias foram escaneadas dentro de parte de seus sarcófagos, cada um pesando cerca de 90 quilos, envoltas em mortalhas de linho. O tomógrafo revelou detalhes minuciosos, como cílios e lábios, além de informações sobre saúde e longevidade. As imagens geraram modelos 3D que serão expostos na exibição “Múmias do Mundo”, no California Science Center.

Impressão 3D e educação médica

Os modelos 3D permitiram que cirurgiões visualizassem melhor as condições médicas dos antigos egípcios. “Colocamos as impressões 3D no museu para serem tocadas. Queríamos que as pessoas fizessem a conexão: ‘Minha coluna é igual a essa'”, disse Decker. Para Diane Perlov, vice-presidente sênior do California Science Center, “essa tecnologia oferece uma janela poderosa para o mundo antigo e civilizações passadas”.

Inovação a serviço da história

O avanço nas tecnologias de escaneamento permitiu descobrir informações inéditas, criando imagens em alta resolução que revelaram dados antes ocultos. O processo envolve centenas de imagens de “fatias” do corpo, que são empilhadas para formar modelos 3D, analisados e impressos em impressoras de alta resolução. Essas imagens auxiliam cirurgiões a visualizar condições complexas e direcionar tratamentos.

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