O período entre o Natal e o Ano Novo é tradicionalmente marcado por viagens para reencontrar a família, descansar na praia ou no interior. Pensando nesse momento, passamos 20 dias testando o Jeep Commander Longitude 2026, a versão de entrada do SUV de sete lugares da marca. O modelo, que representa o topo da linha nacional da Jeep, foi avaliado em cenários urbanos e rodoviários para descobrir se é um bom companheiro para as estradas das férias.
Espaço e Conforto para a Família
O Commander Longitude mantém os sete assentos, uma das suas principais propostas. Com 4,77 metros de comprimento, ele oferece um interior espaçoso, especialmente com a terceira fileira rebatida. Nessa configuração, o porta-malas oferece generosos 661 litros de capacidade, espaço suficiente para malas extras e equipamentos de praia. Porém, com todos os sete lugares em uso, a capacidade de carga cai para apenas 227 litros, ideal apenas para mochilas ou bagagens pequenas.
A bordo, o acabamento é bem executado, com várias superfícies macias ao toque, embora utilize bastante plástico rígido, refletindo sua posição como versão de entrada. O conjunto é considerado competente e bonito, sem exageros. A cabine é silenciosa e oferece bom espaço para objetos na primeira fila. Os ocupantes das fileiras traseiras contam com porta-copos e saídas USB, sendo que a segunda fila também possui saídas de ar-condicionado próprias.
Desempenho e Consumo na Cidade e Estrada
Sob o capô, o Commander Longitude é equipado com um motor 1.3 Turbo Flex que entrega 176 cavalos. Na cidade, durante compromissos como compras para as festas, o propulsor se mostrou eficiente e econômico. Registramos uma média de cerca de 8 km/l com etanol no trânsito urbano. O motor não empolga e pode ser um pouco lento para sair da inércia, dado o peso do SUV de 1.668 kg.
Nas rodovias, a limitação do motor 1.3 se torna mais aparente. Ele apresenta bom desempenho em cruzeiro, mas exige atenção nas ultrapassagens. Dirigindo de forma tranquila, dentro dos limites de velocidade, obtivemos uma média de 11 km/l com etanol, um consumo considerado razoável para o tamanho do veículo. Para quem busca mais performance, é necessário olhar para as versões superiores, como a topo de linha com motor Hurricane 2.0 Turbo.
Vale o Investimento de R$ 224.290?
O Jeep Commander Longitude 2026 tem uma proposta clara: oferecer sete lugares e muito espaço interno com um acabamento mais refinado do que concorrentes diretos. Com preço de R$ 224.290 em São Paulo, ele se posiciona como uma opção de custo interessante na categoria de SUVs de sete lugares. Abaixo dele, apenas modelos como a Chevrolet Spin e o Citroën Aircross, que partem de R$ 119.990, mas são consideravelmente mais simples em projeto, tecnologia e espaço.
No entanto, para alcançar esse preço, a versão Longitude faz cortes. Ela perde itens como o monitoramento de ponto cego – um recurso importante para um veículo deste porte – e o sétimo airbag (vem com seis). Também não oferece luxos como teto solar. A capacidade de carga total do veículo, somando passageiros e bagagens, é de 540 kg, um limite que famílias grandes devem observar.
Concluímos que o Commander Longitude é uma escolha inteligente para quem prioriza espaço interno e conforto para a família em viagens, aceitando um desempenho adequado, porém não esportivo, e abrindo mão de alguns itens de segurança e conforto presentes em versões mais caras. Para viagens de fim de ano com a família toda, ele cumpre bem seu papel principal.