Ram Dakota enfrenta 1200 km no Pantanal: teste em lama, terra e rios
Ram Dakota testada em 1200 km no Pantanal

Ram Dakota Encara Desafios do Pantanal em Teste de 1200 Quilômetros

A nova Ram Dakota, primeira picape média da marca americana, enfrentou um cenário selvagem no Mato Grosso do Sul durante um teste extensivo de 1200 quilômetros. O percurso incluiu estradas de terra, lama escorregadia, rios e trilhas desafiadoras, colocando à prova a robustez e a tecnologia do veículo em condições extremas.

Resgate de um Nome Icônico com Tecnologia Atualizada

A Dakota resgata o nome de uma caminhonete fabricada no Brasil entre 1998 e 2001, agora com um visual renovado e acabamento mais refinado. Compartilhando plataforma com a Fiat Titano, baseada na chinesa Changan Hunter, a picape ganhou mudanças estéticas e um pacote tecnológico avançado. Sob o capô, está o motor 2.2 turbo diesel de 200 cv e 45,9 kgfm, também usado em outros modelos da Stellantis, como a Rampage.

Trajetória pelo Pantanal: Do Morro do Paxixi ao Rio Paraguai

O teste começou em Campo Grande, com a versão Warlock, de pegada off-road, equipada com pneus de uso misto e detalhes escurecidos. A primeira parada foi no Morro do Paxixi, em Aquidauana, onde a subida íngreme em estrada de terra testou a tração 4×4 com ativação automática. Do alto dos 700 metros, é possível observar a transição entre os biomas do Cerrado e do Pantanal.

Na BR-262, rodovia movimentada com intenso fluxo de caminhões, o motor da Dakota demonstrou potência satisfatória, permitindo ultrapassagens tranquilas e aceleração eficiente, com 0 a 100 km/h em 9,9 segundos. A autonomia impressionou: com tanque de 80 litros e consumo declarado de 10,8 km/l, o computador de bordo registrou médias acima de 12 km/l, garantindo mais de 800 km de rodagem.

Desafios na Lama e Travessias de Balsa

No trecho da MS-184, a chuva transformou a terra em lama, exigindo o uso do modo "lama" da tração, que desliga automaticamente o controle de estabilidade para maior controle do condutor. A travessia do Rio Paraguai em balsa, que comporta apenas seis carros, testou o sistema de câmeras de 540º, essencial para manobras precisas.

Em Corumbá, na fronteira com a Bolívia, a expedição incluiu uma focagem noturna de jacarés no Rio Paraguai, atividade comum na região. Os jacarés-do-pantanal, símbolos do bioma, foram observados de perto, destacando a riqueza da fauna local.

Conforto e Sofisticação a Bordo

Durante o percurso até Bonito, capital do ecoturismo, a qualidade de vida a bordo foi avaliada. A Dakota oferece acabamento interno com superfícies macias e couro legítimo nos bancos, além de central multimídia de boa resolução e painel de instrumentos totalmente digital e customizável. A versão Warlock tem interior escurecido, enquanto a Laramie apresenta detalhes cromados e elementos marrons.

Em Bonito, o Recanto Ecológico Rio da Prata proporcionou uma experiência de flutuação entre mais de 60 espécies de peixes, atraindo turistas internacionais, incluindo argentinos e chineses. A cidade também oferece gastronomia local, com pratos como carne de jacaré e pacu na brasa.

Concorrência no Mercado de Picapes Médias

A Dakota chega ao mercado brasileiro com preços a partir de R$ 289.990 na versão Warlock e R$ 309.990 na Laramie, enfrentando rivais consolidadas como Toyota Hilux e Ford Ranger. A marca Ram, que já conquistou espaço no segmento de picapes grandes com modelos como a 2500, aposta na sofisticação e tecnologia para atrair consumidores.

Uma versão de entrada, Big Horn, com preço mais acessível, está prevista, mantendo a tração 4×4 mas com cortes em acabamento e tecnologias. A experiência no Pantanal demonstrou que a Dakota tem potencial para competir, oferecendo robustez e inovação em um cenário desafiador.

Este teste reforça a vocação da picape para aventuras off-road, combinando desempenho, conforto e capacidade de enfrentar terrenos inóspitos, características essenciais para quem busca tanto o caminho quanto o destino em viagens de carro.