Mudança histórica no topo do mercado de veículos elétricos
O cenário global da mobilidade elétrica testemunhou uma virada histórica nesta semana. A fabricante chinesa BYD oficialmente ultrapassou a americana Tesla e assumiu a posição de maior fabricante de veículos elétricos do mundo em 2025. Esta mudança representa um revés significativo para Elon Musk, que em 2011 havia minimizado a rival, declarando não vê-la como uma concorrente equivalente.
Números revelam tendência de crescimento e queda
Os dados divulgados pelas companhias são claros e mostram trajetórias opostas. Na quinta-feira, 1 de janeiro de 2026, a BYD anunciou um volume impressionante de vendas: 2,26 milhões de veículos elétricos comercializados no ano de 2025. Este número representa um crescimento robusto de quase 28% em relação ao desempenho do ano anterior.
Em contraste, a Tesla divulgou na sexta-feira, 2 de janeiro, seu segundo relatório anual consecutivo de queda. As entregas da empresa comandada por Musk caíram 8,6% em 2025, atingindo aproximadamente 1,6 milhão de unidades. Esta é a maior queda anual já registrada na história da fabricante pioneira no segmento.
Fatores que explicam a reviravolta no mercado
A conquista da BYD se torna ainda mais notável considerando um detalhe crucial: seus carros não são comercializados nos Estados Unidos, o maior mercado individual da Tesla. Enquanto isso, a Tesla tem na China seu segundo maior mercado, atrás apenas do doméstico. Analistas estimam que cerca de metade das vendas globais da Tesla venham dos EUA.
Vários elementos contribuíram para esta mudança no panorama competitivo:
- Aumento massivo da concorrência: Além do crescimento das montadoras chinesas, fabricantes ocidentais tradicionais aceleraram seus planos de eletrificação.
- Questões de imagem da Tesla: A entrada de Elon Musk no governo de Donald Trump gerou protestos e atos de vandalismo contra concessionárias da marca.
- Desapontamento com produtos: O lançamento da Cybertruck não atingiu as expectativas e os atrasos no novo Roadster minaram a confiança de parte dos consumidores.
Apesar dos números de vendas em declínio, o mercado financeiro reagiu com relativa moderação às notícias. As ações da Tesla operavam em leve queda na sexta-feira, cotadas a US$ 438,60, cerca de 2,5% abaixo do fechamento anterior. Investidores mantêm expectativas de que Musk possa reposicionar a empresa como líder em inteligência artificial e na venda de robôs humanóides para tarefas domésticas.
Esta transição de liderança marca um novo capítulo na indústria automotiva, sinalizando a força crescente dos fabricantes chineses e a intensificação da batalha global pela eletrificação dos transportes.