Militares britânicos levam ajuda a ilha isolada com suspeita de hantavírus
Militares levam ajuda a ilha com suspeita de hantavírus

Militares britânicos realizaram uma operação inédita ao saltar de paraquedas em Tristão da Cunha, considerada a ilha habitada mais remota do planeta, para levar médicos e suprimentos após a suspeita de um caso de hantavírus. A missão, confirmada pela agência Reuters, envolveu seis paraquedistas e dois médicos militares, que viajaram a bordo de um avião da Força Aérea do Reino Unido. A aeronave partiu da Inglaterra, fez uma escala na Ilha de Ascensão e seguiu até Tristão da Cunha, localizada no meio do Atlântico Sul.

Detalhes da missão humanitária

Além da equipe médica, foram transportados cilindros de oxigênio e equipamentos hospitalares. Durante o trajeto, o avião precisou ser abastecido em pleno ar para completar a missão. De acordo com o governo britânico, esta foi a primeira vez que o país realizou uma operação humanitária desse tipo com médicos lançados de paraquedas. Os materiais foram enviados principalmente para atender um cidadão britânico que esteve a bordo do navio de cruzeiro afetado pelo surto de hantavírus e que passou pela ilha em abril.

Situação do paciente e resposta da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o homem apresentou sintomas compatíveis com hantavírus em 28 de abril e que seu estado é estável, permanecendo isolado. “Com os estoques de oxigênio da ilha em nível crítico, um lançamento aéreo com equipe médica era a única forma de garantir atendimento ao paciente a tempo”, afirmou o Ministério da Defesa em comunicado. O brigadeiro Ed Cartwright destacou que a chegada dos militares e dos suprimentos ajudou a tranquilizar os moradores da ilha.

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Características de Tristão da Cunha

Tristão da Cunha tem cerca de 200 moradores e fica entre a África do Sul e a América do Sul. A ilha não possui aeroporto e normalmente só pode ser acessada por barco, o que torna operações de emergência ainda mais desafiadoras. Antes dessa missão, testes para detectar hantavírus já haviam sido enviados para a Ilha de Ascensão, onde outro passageiro do mesmo cruzeiro desembarcou antes de ser levado para a África do Sul.

Navio de cruzeiro chega às Ilhas Canárias

O cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus que resultou em três mortes, chegou neste domingo (10) às Ilhas Canárias, na Espanha, para iniciar a retirada de passageiros e parte da tripulação. O desembarque começou durante a madrugada e ocorre com forte esquema de segurança sanitária. Os passageiros passam por exames ainda a bordo e depois são levados em grupos isolados até o aeroporto de Tenerife, de onde seguem em voos organizados por seus países.

Acompanhamento da OMS e preocupação local

A OMS acompanha a operação e afirmou que o risco para a população local é baixo. Mesmo assim, moradores da região demonstraram preocupação com a chegada do navio. Até agora, seis casos de hantavírus foram confirmados no cruzeiro. A doença pode causar febre, dores no corpo e problemas respiratórios graves. O vírus costuma ser transmitido por contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados, mas a cepa identificada no navio também pode ter transmissão entre pessoas.

Casos confirmados e medidas sanitárias

Entre os infectados estão um britânico internado na África do Sul e uma passageira alemã que morreu a bordo. Outros países monitoram passageiros e pessoas que tiveram contato com viajantes do cruzeiro. As autoridades espanholas afirmaram que não haverá contato dos passageiros com a população local durante toda a operação. Depois do desembarque, o navio seguirá para a Holanda, onde passará por desinfecção.

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