Mato Grosso fica em terceiro lugar no ranking nacional de uso recente de maconha entre estudantes
Mato Grosso ocupa a terceira posição no ranking nacional de uso recente de maconha entre estudantes de 13 a 17 anos, com 3,8% dos adolescentes relatando consumo da droga, conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, realizado em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação, investiga comportamentos de risco e proteção à saúde em escolas públicas e privadas de todo o país.
Dados alarmantes sobre o consumo de drogas entre jovens
A pesquisa aponta que Mato Grosso está entre os estados com maior percentual de uso da substância, ficando atrás apenas do Espírito Santo e do Amazonas. Além disso, 7,9% dos estudantes dessa faixa etária já usaram algum tipo de droga ilícita ao menos uma vez na vida, enquanto 3,3% relataram consumo nos 30 dias anteriores ao período do levantamento.
Outro dado preocupante revelado pelo estudo é que 3,9% dos estudantes iniciaram o uso de drogas antes dos 14 anos, destacando a necessidade de intervenções precoces e políticas públicas voltadas para a prevenção. Em Mato Grosso, o levantamento considerou adolescentes do ensino fundamental e médio, oferecendo um panorama detalhado da situação local.
Contexto nacional e implicações para a saúde pública
A PeNSE serve como um importante instrumento para monitorar tendências e identificar áreas críticas que demandam atenção. Os resultados reforçam a urgência de ações integradas entre educação, saúde e segurança para combater o uso de drogas entre jovens. Especialistas alertam que o consumo precoce pode levar a problemas de saúde mental, desempenho escolar prejudicado e aumento do risco de dependência.
Com o aumento do consumo de drogas observado nos últimos 11 anos em nível nacional, estudos como este são essenciais para orientar estratégias eficazes. A pesquisa também levanta questões sobre quando o uso de maconha se torna excessivo, um tema que tem sido debatido por profissionais da saúde e pesquisadores.



