Moradora de Teresópolis espera 7 anos por cirurgia bariátrica pelo SUS
Moradora espera 7 anos por cirurgia bariátrica pelo SUS

Uma moradora de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, afirma que descobriu nesta semana que exames e encaminhamentos médicos desapareceram do sistema da rede municipal de saúde após anos de espera por uma cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Patrícia Gaspar da Silva, de 42 anos, conta que aguarda o procedimento desde 2019.

Descoberta do desaparecimento

Segundo ela, a situação foi descoberta quando uma tia procurou o Centro Municipal de Saúde (Cemusa), no bairro São Pedro, para buscar informações sobre o andamento do processo. De acordo com a paciente, a família foi informada de que não havia registros dos atendimentos, exames ou encaminhamentos feitos anteriormente no prontuário eletrônico.

Dificuldades enfrentadas

Patrícia afirma que, em uma consulta realizada em novembro de 2025, a médica responsável solicitou encaminhamentos para endocrinologista, cardiologista e nutricionista, além de anexar exames ao sistema da unidade de saúde. Segundo a família, uma funcionária do local não soube explicar o desaparecimento dos documentos e orientou que todos os pedidos fossem refeitos.

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A paciente relata que enfrenta problemas de saúde relacionados à obesidade e atualmente pesa cerca de 210 quilos. Ela diz ter dificuldades para andar e afirma que também recebeu indicação para cirurgias de colocação de próteses no quadril e no cóccix. Ainda segundo Patrícia, um dos médicos informou que ela precisaria atingir, no máximo, 115 quilos para realizar a cirurgia no quadril.

“Eu tenho dificuldade de sair de casa porque eu tenho uma lesão no quadril, uma lesão na coluna. Eu preciso fazer essa cirurgia, mas, pra concluir essa cirurgia das lesões nos ossos, eu preciso da bariátrica. Eu não consigo sair de casa. Eu dependo de ajuda, de alguém pra me levar. Então, eu tô aguardando”, afirmou.

Complicações de saúde

Patrícia conta ainda que sofre frequentemente com feridas nas pernas. Segundo ela, os encaminhamentos solicitados no ano passado tinham como objetivo investigar essas complicações. Em um dos episódios, uma das lesões infeccionou e ela precisou ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

De acordo com a paciente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas não havia maca compatível com o peso dela. Por isso, segundo Patrícia, foi necessário o apoio do Corpo de Bombeiros para realizar o atendimento.

Posicionamento da prefeitura

O g1 procurou a Prefeitura de Teresópolis para pedir esclarecimentos sobre o caso e aguarda resposta.

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