Mais de mil mulheres aguardam mamografia em Betim; mutirão tenta reduzir fila
Mil mulheres esperam mamografia em Betim

Mais de mil mulheres aguardam na fila para realizar uma mamografia na rede pública de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a prefeitura, o número exato é de 1.059 pacientes aguardando o procedimento, essencial para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Para tentar reduzir essa demanda, uma carreta de saúde itinerante começou a realizar um mutirão na cidade, com 560 agendamentos direcionados para a unidade móvel.

Angústia da espera

A dona de casa Dayse Fernandes Torres Oliveira está com o pedido médico em mãos desde outubro de 2025. Ela conta que seu último exame foi feito há mais de dois anos, embora a recomendação fosse de acompanhamento anual. "Já tem seis meses que estou esperando para fazer essa última. E já tem dois anos que eu fiz a última mamografia", lamenta Dayse. Ela acompanha sua posição na fila por meio de um aplicativo, mas a ferramenta tem trazido mais angústia do que esperança. "Eu tenho um link que a gente entra, e nesse link eu fiquei sabendo que estou na posição 437. Há dois dias, eu estava em 300 e pouco. Agora estou em 400 e pouco. Então, em vez de diminuir, está aumentando", desabafa a dona de casa. Mesmo com a longa espera, Dayse não foi chamada para o mutirão na carreta. "Eu acredito que teria que ser uma coisa mais ágil, mais rápida. As mulheres estão precisando disso", completa. A TV Globo questionou a Prefeitura de Betim sobre a situação de Dayse e por que pacientes que estão há mais tempo na fila não foram incluídas no mutirão, mas ainda aguarda um retorno.

Mutirão e alívio para quem consegue o exame

A capacidade mensal da rede de saúde da cidade é de 980 mamografias, número inferior à fila de espera atual. O mutirão na clínica itinerante, voltado prioritariamente para mulheres acima de 40 anos, trouxe alívio para quem conseguiu o agendamento. "Achei que ia demorar mais, mas não demorou. Foi muito bom", comemorou a professora Maria José Batista, que foi atendida na carreta. Ela conta que, em outras ocasiões, a espera foi longa. "Dessa vez, eu fiz minha prevenção em janeiro e hoje estou aqui fazendo. Quer dizer, dois meses só, no máximo", relata. A advogada Felícia Costa, de 38 anos, também foi atendida. Por ter histórico de câncer de mama e ovário na família, ela precisa de um acompanhamento mais precoce. "Quanto mais especializada a atenção à saúde, mais difícil o acesso. Para mim é muito importante ter acesso para prevenção e cuidado", afirma.

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