O longa-metragem Rio de Sangue, que estreou nos cinemas na quinta-feira, 16, traz Alice Wegmann no papel de Luiza, uma médica que atua em uma ONG dedicada a populações indígenas no Alto Tapajós. Sob a direção de Gustavo Bonafé, a personagem segue para mais uma expedição na região, mas é surpreendida por uma emboscada e raptada por garimpeiros, desencadeando o conflito central da trama.
Uma denúncia política e ambiental
Em entrevista à coluna GENTE, Alice Wegmann destacou o caráter de denúncia do filme: “O filme é uma denúncia ao crime do garimpo ilegal, à exploração da floresta amazônica, ao extermínio das populações indígenas. Tem esse peso, essa força, é uma denúncia sim. E o filme trata desse assunto levando para muita gente que não entende o tamanho disso. O quanto isso interfere na nossa floresta, o quanto isso prejudica a nossa fauna e a nossa flora”.
Gravações na Amazônia paraense
Rodado no Pará, em áreas de floresta e regiões ribeirinhas, o filme impôs uma rotina desafiadora para o elenco, que inclui Giovanna Antonelli e Felipe Simas, além da equipe técnica. “O suor era de verdade. A floresta amazônica tem um protagonismo especial no filme, a gente vê muitos planos de drone, aquela coisa imensa. Todo dia a gente se deparava com aquilo e foi transformador por estar lá. A gente ficou dois meses entre Santarém e Alter do Chão, lá no Pará, e isso fez o filme acontecer. O filme é sobre esse lugar. Todas as nossas cenas de ação eram no meio da mata”, relatou Alice.
Preparação para o papel de médica
Para viver sua primeira médica, Alice Wegmann participou de workshops específicos. “Aprendi a dar ponto e fazia numa flanela assim para poder executar ali na borracha que eles encaixam no corpo dos atores. Foi muito legal, nunca tinha feito uma médica”, contou a atriz.



