Campanha do Laço Azul Marinho alerta para prevenção do câncer colorretal no Brasil
Laço Azul Marinho alerta para prevenção do câncer colorretal

Campanha do Laço Azul Marinho destaca urgência na prevenção do câncer colorretal

Ao longo do mês de março, a campanha do laço azul marinho intensifica o alerta para a saúde intestinal e a prevenção do câncer colorretal, uma doença que afeta o cólon e o reto. Com altas taxas de cura quando detectada cedo, esse tipo de câncer tem registrado um crescimento preocupante no Brasil e globalmente, chamando a atenção de especialistas da área médica.

Números alarmantes e tendência de aumento entre jovens

De acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o país deve contabilizar aproximadamente 54 mil novos casos em 2026, consolidando o câncer colorretal como o segundo tumor mais incidente tanto em homens quanto em mulheres. Um aspecto que preocupa ainda mais é o aumento da ocorrência em indivíduos mais jovens, a partir dos 45 anos, indicando uma mudança no perfil epidemiológico da doença.

Prevenção e métodos de detecção precoce

Apesar dos números alarmantes, a doença pode ser evitada através de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas. No entanto, a prevenção depende diretamente da realização de exames específicos. A colonoscopia, principal método para detecção de doenças intestinais, permite identificar e remover pólipos que podem evoluir para tumores, muitas vezes durante o próprio procedimento.

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Segundo o cirurgião oncológico e diretor da Oncomed, Gilmar Ferreira do Espírito Santo (CRM 2535/MT | RQE 1317), a recomendação é que o rastreamento seja iniciado a partir dos 45 anos. Além da colonoscopia, o exame de sangue oculto nas fezes desempenha um papel complementar crucial. "É um exame menos invasivo, capaz de identificar pequenos sangramentos não visíveis a olho nu, auxiliando na detecção precoce de alterações intestinais", explica o especialista.

Taxas de cura elevadas com diagnóstico antecipado

O Dr. Gilmar Espírito Santo reforça os benefícios do diagnóstico precoce: "Quando detectados precocemente, os cânceres, de forma geral, apresentam taxas de cura superiores a 90%. No caso específico do câncer colorretal, esse índice pode chegar a 95%, além de possibilitar tratamentos menos invasivos e com menor impacto na qualidade de vida dos pacientes".

Desafios no rastreamento e necessidade de investimentos

Mesmo com a disponibilidade de recursos diagnósticos, o rastreamento precoce ainda enfrenta obstáculos significativos no Brasil. A ausência de uma política pública estruturada voltada à detecção precoce contribui para que muitos casos sejam identificados apenas em estágios avançados. Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) revela que o gasto com tratamentos oncológicos no país é 500% superior aos recursos aplicados em prevenção.

Esse cenário sublinha a importância de ampliar investimentos em prevenção e diagnóstico precoce, estratégias que podem reduzir custos e aumentar significativamente as chances de efetividade do tratamento. Com maior acesso à informação, exames e acompanhamento adequado, é possível transformar esse panorama e promover mais qualidade de vida à população brasileira.

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