Família intoxicada após consumir refrigerante em bar de Ecoporanga
Um grave caso de intoxicação alimentar ocorreu nesta quinta-feira (12) em Ecoporanga, município localizado no Noroeste do Espírito Santo. Cinco pessoas da mesma família, incluindo quatro crianças, foram internadas após apresentarem sintomas severos decorrentes do consumo de um refrigerante adquirido em um estabelecimento comercial local.
Vítimas e sintomas alarmantes
Entre as vítimas estão quatro crianças com idades de 8, 10 e 11 anos, uma adolescente de 14 anos e um homem adulto de 43 anos. Todos foram transportados urgentemente para hospitais da região após começarem a passar mal. Apenas uma das meninas, de 11 anos, recebeu alta médica e encontra-se em processo de recuperação domiciliar. Os demais pacientes permanecem hospitalizados sob observação médica.
De acordo com relatos familiares, os sintomas começaram a se manifestar aproximadamente duas horas após o consumo da bebida. Lorrayne Veloso, mãe de um dos meninos intoxicados, descreveu cenas preocupantes: "Elas desmaiavam, voltavam, desmaiavam, voltavam, a gente colocava de pé e ficavam tremendo. O menor falou que estava com falta de ar e dor na barriga, e sentia a boca como se estivesse espumando". Duas das meninas chegaram a perder a consciência repetidamente durante o episódio.
Investigação policial em andamento
A Polícia Militar foi acionada para prestar apoio ao Conselho Tutelar durante o atendimento da ocorrência. A garrafa que continha o refrigerante foi recolhida pelos agentes e será submetida a análise pericial. Kleber de Almeida, titular da Delegacia de Polícia de Ecoporanga, confirmou que "o refrigerante já se encontra à disposição da perícia, para verificar se há indícios ou resquícios de veneno no conteúdo que sobrou".
Um detalhe preocupante chamou a atenção das autoridades: as informações de validade e lote da bebida, que normalmente constam na tampa da garrafa, estavam completamente apagadas, impossibilitando a identificação imediata desses dados importantes para a investigação.
Relato da avó das crianças
Maria Sandra de Oliveira, avó das crianças intoxicadas, foi quem adquiriu o refrigerante no estabelecimento comercial. Ela afirmou categoricamente que a garrafa estava devidamente lacrada quando foi comprada. Segundo seu testemunho, a primeira pessoa a apresentar sintomas foi a adolescente de 14 anos, sendo seguida rapidamente pelos primos mais novos que também haviam consumido a bebida.
Posicionamento da empresa fabricante
O Grupo Coroa, fabricante do refrigerante em questão, emitiu nota oficial informando que, até o momento, não foi formalmente acionado sobre os fatos mencionados. A empresa destacou que tampouco recebeu qualquer registro através de seus canais de atendimento ao consumidor relacionado ao caso específico de Ecoporanga.
Na declaração, a empresa reforçou seu compromisso com a qualidade e segurança de todos os seus produtos, mencionando a adoção de rigorosos processos de controle e monitoramento em todas as etapas de produção. O Grupo Coroa afirmou permanecer à disposição para eventuais esclarecimentos e garantiu que, caso seja formalmente notificado, tomará todas as medidas cabíveis para apurar os fatos com total responsabilidade e transparência.
Contexto e próximos passos
O caso mobilizou autoridades locais e gerou preocupação na comunidade de Ecoporanga. A perícia no refrigerante recolhido será crucial para determinar a natureza da substância que causou a intoxicação das cinco pessoas. Enquanto isso, os familiares aguardam ansiosos pela recuperação completa de seus entes queridos e por respostas concretas sobre o que provocou o grave incidente.
As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Ecoporanga, que trabalha para esclarecer todos os aspectos deste caso que colocou em risco a saúde de uma família inteira, especialmente das crianças envolvidas.
