A conta de luz vai ficar mais cara com a adoção da bandeira amarela devido à falta de chuvas nessa época do ano, que derruba o nível dos reservatórios e compromete a geração de energia nas hidrelétricas. A medida, anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), reflete as condições hidrológicas desfavoráveis, com volumes de chuva abaixo da média histórica em diversas regiões do país.
Como funciona a bandeira amarela
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para indicar o custo real da energia gerada. Quando a bandeira amarela é acionada, há um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Isso ocorre porque as usinas termelétricas, mais caras e poluentes, precisam ser acionadas para complementar a geração das hidrelétricas, que estão com capacidade reduzida.
Impacto no bolso do consumidor
Para uma residência que consome cerca de 200 kWh por mês, o aumento será de aproximadamente R$ 3,77. Embora pareça pequeno, o valor pode se acumular ao longo dos meses se a bandeira permanecer amarela ou mudar para vermelha. Especialistas recomendam que os consumidores adotem medidas de economia de energia, como apagar luzes desnecessárias e evitar o uso de aparelhos em horários de pico.
Previsão para os próximos meses
A falta de chuvas deve persistir até o final do outono, o que pode manter a bandeira amarela ou até elevá-la para vermelha. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) monitora os níveis dos reservatórios e pode recomendar novas ações para garantir o abastecimento. Enquanto isso, a população deve se preparar para contas de luz mais altas.



