Bebê de sete meses morre por meningite no Espírito Santo; estado soma 14 óbitos em 2026
Um bebê de apenas sete meses, que estava internado no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), localizado em Vila Velha, na região da Grande Vitória, faleceu na última segunda-feira, dia 6 de abril de 2026. A causa da morte foi meningite provocada pela bactéria Haemophilus influenzae, conforme confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Espírito Santo.
Quadro clínico evoluiu rapidamente apesar dos cuidados médicos
De acordo com a Sesa, mesmo com a adoção imediata de todas as medidas assistenciais indicadas para o tratamento, o quadro clínico da criança evoluiu de forma rápida e desfavorável, culminando no óbito. A secretaria destacou que, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados, não fornece informações detalhadas sobre o prontuário dos pacientes, mas a reportagem apurou que a morte ocorreu na segunda-feira.
Números da meningite no Espírito Santo preocupam autoridades
Com este novo caso fatal, o estado passa a contabilizar 14 mortes por meningite no ano de 2026. Até a semana epidemiológica 13, que se encerrou em 4 de abril, foram notificados 259 casos suspeitos da doença no território capixaba, abrangendo os tipos viral, bacteriana, fúngica e meningite B. Desse total, 57 casos foram confirmados e agora 14 óbitos registrados, evidenciando a gravidade da situação.
Vacinação é apontada como principal forma de prevenção
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação continua sendo a principal e mais eficaz forma de prevenção contra a meningite. A bactéria Haemophilus influenzae, especialmente do tipo b (Hib), pode causar infecções graves como meningite, pneumonia, septicemia e epiglotite, principalmente em crianças não vacinadas, o que sublinha a importância da imunização.
Ações de monitoramento e quimioprofilaxia são intensificadas
Em todos os casos confirmados, equipes técnicas estaduais e municipais atuam ativamente na identificação e monitoramento de pessoas que tiveram contato próximo com os pacientes. Isso inclui a aplicação de quimioprofilaxia quando indicada, além da atualização do cartão de vacinação conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações, visando conter a propagação da doença.
A situação alerta para a necessidade de vigilância constante e campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação, especialmente em grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos, para evitar novas tragédias no estado.



