Alzheimer: entenda os estágios da doença que afeta o ex-presidente FHC
Alzheimer: estágios da doença que afeta FHC

Alzheimer: ex-presidente FHC enfrenta fase avançada da doença neurodegenerativa

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aos 94 anos, está sofrendo de doença de Alzheimer em uma fase relativamente avançada, motivo que levou sua família a entrar na Justiça com um pedido de interdição para administração de seus bens. A confirmação do diagnóstico pela revista VEJA traz à tona uma condição que se torna mais comum com o envelhecimento e hoje afeta mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo.

O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é caracterizada por alterações cerebrais que resultam na destruição de neurônios e suas conexões. Esse processo ocorre devido ao acúmulo de placas tóxicas nas células nervosas, além de outros fatores como inflamação cerebral – um quebra-cabeça que a ciência ainda está decifrando. Atualmente, o Alzheimer é a principal causa de demência global, com fatores de risco que incluem baixa escolaridade, déficit auditivo, diabetes, hipertensão e poluição. Em alguns casos, o componente genético pode acelerar o declínio cognitivo.

As fases do Alzheimer

Em geral, a doença pode ser precedida pelo comprometimento cognitivo leve, uma situação que pode ou não evoluir para demência. Nessa fase inicial, os indivíduos experimentam perda de memória, especialmente de fatos recentes, e dificuldades em tomadas de decisão ou raciocínios complexos. Muitas vezes, essas mudanças são atribuídas ao envelhecimento natural.

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Estágio inicial do Alzheimer

No estágio inicial, os lapsos de memória e as dificuldades para encontrar objetos ou se localizar tornam-se mais frequentes e visíveis. Apesar disso, a pessoa ainda pode levar uma vida praticamente independente. Familiares costumam notar essas circunstâncias, e um médico pode detectá-las com testes padronizados em consultório. Segundo a Alzheimer’s Association, as principais manifestações incluem:

  • Dificuldade de encontrar nomes ou palavras
  • Problemas de memorização
  • Esquecimento do que foi ouvido, lido ou visto recentemente
  • Perda de objetos
  • Prejuízos de planejamento

Estágio intermediário do Alzheimer

No estágio intermediário, que é progressivo, os sintomas e déficits cognitivos são mais pronunciados. O paciente apresenta comprometimento significativo da memória, raciocínio e organização no tempo e espaço, podendo também sofrer abalos psicológicos. Nesse momento, o suporte de familiares e cuidadores torna-se imperativo. As manifestações dessa fase incluem:

  • Esquecimento de eventos importantes ou da história pessoal
  • Mudanças expressivas de humor
  • Dificuldade para se lembrar de coisas básicas como nome e telefone
  • Incapacidade de se localizar no tempo ou espaço
  • Risco de se perder em saídas de casa
  • Alterações de personalidade e comportamento
  • Confusão mental

Estágio avançado do Alzheimer

No terceiro e último estágio, a demência mina a capacidade de viver com autonomia, exigindo cuidados praticamente o tempo todo. Nessa fase, tanto a memória quanto a linguagem se esvaem, tornando a comunicação extremamente desafiadora. O colapso cerebral é acompanhado por deterioração física. Características do estágio avançado incluem:

  • Perda da noção do ambiente em que se vive
  • Dificuldade significativa de comunicação
  • Necessidade constante de cuidadores e suporte para tarefas pessoais, como banho e alimentação
  • Distúrbios psíquicos e do sono
  • Colapso físico e maior predisposição a quedas e infecções

Tratamento multiprofissional

O tratamento da doença de Alzheimer é ajustado fase a fase e deve ser multiprofissional, envolvendo neurologista, geriatra, nutricionista, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta e fonoaudiólogo. Tanto medicamentos quanto intervenções de suporte ajudam a oferecer mais qualidade de vida e mitigar os danos impostos pela condição.

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