Leucemia representa 74% dos casos de câncer infantil no Hospital Regional do Baixo Amazonas
Leucemia é 74% dos casos de câncer infantil em hospital do Pará

Leucemia lidera diagnósticos de câncer infantil no Hospital Regional do Baixo Amazonas

O Setor de Oncologia do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), localizado em Santarém, no oeste do Pará, divulgou dados alarmantes sobre o perfil epidemiológico do câncer infantil na região. Ao longo do ano de 2025, a unidade de saúde registrou que 74% dos casos confirmados de câncer entre crianças foram diagnosticados como leucemia, uma doença que afeta diretamente os glóbulos brancos e a medula óssea.

Distribuição dos tipos de câncer e atendimentos

Além da leucemia, que domina os diagnósticos, outras formas da doença também foram identificadas entre os pacientes infantis. Os linfomas aparecem em segundo lugar, representando 15% dos casos, seguidos pelo neuroblastoma de suprarrenal, responsável por 4% dos diagnósticos. No total, o HRBA atendeu 144 crianças no setor de oncologia pediátrica durante o ano passado, um número que reflete a demanda por serviços especializados na região amazônica.

Desse total de atendimentos, 26% das crianças receberam diagnósticos não oncológicos após uma investigação médica mais aprofundada, o que destaca a importância de exames precisos. Outros 48% dos pacientes seguem em acompanhamento clínico regular, enquanto 22% estão em tratamento ativo contra o câncer. Apenas 4% encontram-se na fase de estadiamento, etapa crucial em que os médicos avaliam a extensão da doença no organismo para definir a melhor abordagem terapêutica.

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Câncer infantil no Brasil: números e alertas

O câncer infantil é reconhecido como a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes com idades entre 1 e 19 anos no Brasil. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer, são esperados cerca de 7.930 novos casos anuais até 2025, um dado que reforça a urgência de políticas públicas e conscientização.

Apesar da gravidade da situação, especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce pode elevar as taxas de cura para até 80%. As leucemias, os tumores no sistema nervoso central e os linfomas são os tipos mais comuns, mas a detecção rápida é fundamental para um prognóstico positivo. Os pais e responsáveis devem estar atentos, pois crianças não inventam sintomas. Qualquer sinal de anormalidade deve ser investigado por um pediatra, já que, embora muitos sintomas possam estar relacionados a doenças comuns da infância, isso não deve ser motivo para adiar a busca por atendimento médico.

Sintomas comuns que exigem atenção

Reconhecer os sinais do câncer infantil pode salvar vidas. Abaixo estão listados os sintomas mais frequentes que merecem avaliação profissional:

  • Febre persistente sem causa aparente ou infecções que não melhoram com o tratamento habitual.
  • Dores ósseas ou articulares, especialmente se interferirem nas atividades diárias ou acordarem a criança durante a noite.
  • Manchas roxas (hematomas) ou pintinhas vermelhas pelo corpo sem trauma relacionado.
  • Nódulos ou inchaços incomuns, principalmente em áreas como pescoço, axilas ou virilha.
  • Dores de cabeça frequentes acompanhadas de vômitos, com maior incidência pela manhã.
  • Alterações visuais ou "brilho branco" no olho, conhecido como reflexo de "olho de gato" em fotografias.
  • Perda de peso, palidez inexplicável e cansaço excessivo sem motivo aparente.

Os dados do HRBA não apenas ilustram o cenário local, mas também servem como um alerta nacional para a necessidade de investimentos em saúde pediátrica e campanhas de conscientização. A predominância das doenças hematológicas, como a leucemia, entre os pacientes infantis reforça a importância de um sistema de saúde preparado para oferecer diagnósticos precisos e tratamentos eficazes, garantindo melhores chances de recuperação para as crianças afetadas.

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