Saiba diferenciar dor de garganta da Covid-19 em tempo seco
Dor de garganta: Covid ou tempo seco? Saiba diferenciar

Em períodos de clima mais seco ou com variações de umidade, é comum confundir sintomas da Covid-19 com outros problemas respiratórios. Por isso, é essencial prestar atenção aos sinais do corpo para evitar tanto a transmissão do vírus quanto erros no tratamento.

Dor de garganta: sintoma frequente e duvidoso

De acordo com a revista Parade, um dos sintomas que mais gera dúvida é a dor de garganta, algo frequente nessas condições climáticas, especialmente quando o ar está seco ou com mudanças bruscas de temperatura. O quadro pode ser mais preocupante para pessoas com imunidade baixa, doenças pulmonares ou cardíacas, além de idosos.

“Há relatos de que a dor de garganta tem sido mais frequente com a recente estirpe da Covid”, explica o médico Michael J. Davis. “Quando ocorre, a dor de garganta é mais intensa nos estágios iniciais da infecção. No entanto, geralmente melhora em alguns dias. Espera-se que apresente uma evolução semelhante à de outros casos de faringite viral”, acrescenta.

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Variações da dor de garganta

O epidemiologista Tyler Smith reforça que esse sintoma pode variar bastante. “Existem muitas variações de dor de garganta. Algumas pessoas relatam dores extremamente irritantes, com dificuldade ao engolir. Muitas doenças infecciosas se manifestam dessa forma, dependendo do microrganismo e da pessoa”, afirma.

Mas é possível diferenciar a dor de garganta causada pela Covid de outras condições? Segundo o médico Subhash Verma, isso nem sempre é simples. “A dor de garganta causada pela Covid é semelhante a outras dores virais e geralmente vem acompanhada de outros sintomas, como fadiga, congestão nasal e dor de cabeça. Não há nenhuma sensação específica na garganta que confirme a Covid”, diz.

Já o especialista Steven Goldberg aponta que pode haver algumas diferenças sutis. “Não há uma maneira exata de distinguir. A dor de garganta causada pela Covid tende a ser uma sensação de arranhado, irritação e ardor, geralmente acompanhada de outros sintomas como fadiga, dores no corpo ou congestão nasal.”

Diagnóstico seguro: teste e conjunto de sintomas

Diante disso, a forma mais segura de confirmar o diagnóstico continua sendo o teste para Covid. Observar o conjunto de sintomas também ajuda. “É mais provável que seja Covid quando há febre, fadiga, dores no corpo, dor de cabeça e possíveis sintomas gastrointestinais”, explica Subhash Verma.

Por outro lado, problemas relacionados ao clima seco ou à umidade tendem a causar irritação na garganta, nariz entupido ou escorrendo e espirros, sem febre ou dores no corpo. “Esses quadros não costumam provocar fadiga intensa, o que é mais comum em casos de Covid”, conclui o especialista.

Variante BA.3.2 da Covid oferece baixo risco, mas vigilância deve continuar

A variante ainda não foi identificada no Brasil, de acordo com o informe Vigilância das Síndromes Gripais, do Ministério da Saúde, com dados até 28 de março.

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