Justiça do PI obriga Estado a abrigar animais de tutores presos
Justiça do PI obriga Estado a abrigar animais de tutores presos

Uma decisão liminar da Justiça do Piauí, assinada pelo juiz Litelton Vieira de Oliveira, da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Teresina, determinou que o Estado providencie abrigo e cuidados veterinários para cães que ficaram em situação de abandono após a prisão de seu tutor, ocorrida em maio de 2025, na capital piauiense. A medida foi publicada na terça-feira (12) e atende a uma ação civil pública movida pelo Instituto Pauta Animal.

Decisão judicial e prazos

O magistrado reconheceu o "perigo de dano evidente" diante do abandono dos animais e destacou que a Constituição Federal atribui ao poder público o dever de proteger a fauna e coibir práticas de crueldade. A ação também se baseia na Lei Estadual nº 8.364/2024, que estabelece a responsabilidade do poder público na proteção e assistência a animais domésticos. Na liminar, o juiz determinou que o Estado do Piauí forneça opção de abrigo e tratamento adequado aos animais no prazo de 30 dias.

Reação da Gerência de Proteção Animal

A gerente de Proteção Animal da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), Raissa Rocha, afirmou ao g1 que, em sua visão, a responsabilidade pelo acolhimento seria do município. Questionada sobre como cumprir a determinação, ela declarou que o setor não possui estrutura para receber os animais. "A gerência não tem suporte pra isso. Eu não sei pra onde vão direcionar. Até porque o governo também não tem abrigo público. Temos que aguardar o direcionamento da Justiça", disse.

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Histórico do caso

O caso ocorreu em Teresina, quando cães foram deixados abandonados dentro de uma residência após a prisão do tutor. Segundo a presidente do Instituto Pauta Animal, Dárcia Alencar, os animais passaram dias sem alimentação, água e cuidados. Vizinhos jogavam ração pela grade da casa para tentar alimentá-los, e os cães brigavam por comida. "Os animais ficaram sem alimentação, água e cuidados. Os vizinhos jogavam ração pela grade e eles brigavam por comida", relatou.

Próximos passos

O g1 entrou em contato com a Procuradoria Geral do Estado do Piauí para saber se o Estado pretende recorrer da decisão, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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