Brasil prorroga emergência zoossanitária por gripe aviária por mais 180 dias
Brasil prorroga emergência por gripe aviária por mais 180 dias

Brasil prorroga emergência zoossanitária por gripe aviária por mais 180 dias

O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou nesta quinta-feira, 26 de setembro, a prorrogação do estado de emergência zoossanitária para a gripe aviária em todo o território nacional por mais 180 dias. A medida, de caráter preventivo, foi tomada devido à circulação de uma forma mais agressiva do vírus da Influenza Aviária entre populações de aves silvestres, conforme comunicado oficial divulgado pelo órgão federal.

O que é a Influenza Aviária e como ocorre a transmissão

A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos que tenham contato direto com animais contaminados. A transmissão do vírus ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas, representando um risco significativo para a saúde animal e, potencialmente, para a saúde pública.

Segundo o governo brasileiro, a prorrogação do estado de emergência permite a adoção de medidas mais rápidas e eficazes para conter e eliminar novos focos da doença. Além disso, facilita o uso de recursos federais, especialmente em caso de registros em granjas comerciais, garantindo uma resposta ágil e coordenada diante de possíveis emergências sanitárias.

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Histórico da doença no Brasil e números atualizados

O primeiro caso de gripe aviária no Brasil foi identificado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Já o primeiro e único foco em criação comercial até o momento foi confirmado em 15 de maio de 2025. Ao todo, o país já registrou 188 ocorrências da doença, sendo 173 em aves silvestres, 14 em criações de subsistência e uma única ocorrência em granja comercial.

Esse caso isolado em granja comercial levou a restrições de importação por parte de alguns países no ano passado. No entanto, com a resolução do foco e as medidas de controle implementadas, os embargos foram suspensos ao longo de 2025, restaurando a confiança no status sanitário brasileiro.

Situação no Rio Grande do Sul e medidas de controle

Neste mês, subiu para 15 o número de aves mortas por gripe aviária somente no estado do Rio Grande do Sul. Os casos envolvem aves silvestres, principalmente cisnes-brancos, encontrados na Estação Ecológica do Taim, que foi interditada por tempo indeterminado para conter o avanço da doença.

Desde a identificação dos primeiros casos, equipes do governo estadual e órgãos ambientais realizam monitoramento diário na região, com busca ativa por animais doentes ou mortos. As autoridades afirmaram que, se novos casos forem confirmados, os animais serão recolhidos e eliminados de forma controlada para evitar a disseminação do vírus, especialmente para criações domésticas e comerciais.

O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária confirmou a presença do vírus após análise de amostras coletadas no fim de fevereiro. Este é o segundo registro recente da doença na reserva — o anterior ocorreu em 2023 e levou ao fechamento da área por cerca de seis meses. A vigilância segue intensificada para evitar que o surto se amplie e atinja granjas comerciais, mantendo a integridade do setor avícola brasileiro.

Impactos no status sanitário e consumo de produtos avícolas

Apesar do avanço da doença entre aves silvestres, o governo destacou que a situação não afeta o status sanitário do Brasil nem traz impactos ao comércio de produtos avícolas. As autoridades sanitárias reforçam que não há risco no consumo de carne de frango ou ovos, desde que os produtos sejam devidamente inspecionados e preparados conforme as normas de segurança alimentar.

A prorrogação da emergência zoossanitária reflete o compromisso do governo brasileiro em manter a vigilância ativa e as medidas preventivas necessárias para proteger a saúde animal e garantir a segurança do setor avícola, um dos mais importantes da economia nacional.

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