UCS desenvolve equipamento inovador para reabilitação de pacientes graves
Equipamento da UCS reabilita pacientes graves com mobilização automática

Equipamento da UCS revoluciona reabilitação de pacientes em estado grave

A Universidade de Caxias do Sul (UCS) desenvolveu um equipamento inovador que promete transformar a reabilitação de pacientes em estado grave. Chamado de Autofisio 500, o aparelho automatiza a movimentação dos membros inferiores em indivíduos acamados, substituindo procedimentos manuais que eram padrão até então.

Benefícios para a saúde e bem-estar

Segundo a fisioterapeuta Fernanda Trubíán, uma das desenvolvedoras do projeto, o estímulo proporcionado pelo equipamento aumenta significativamente as chances de recuperação. "Pacientes acamados tendem a apresentar uma série de complicações associadas à imobilidade, como rigidez articular, perda de força muscular, dor, edema e até piora da circulação", explica ela. "A mobilização passiva, nesse contexto, é fundamental para manter as articulações em movimento, preservar as propriedades musculoesqueléticas e favorecer a circulação."

O procedimento automatizado garante mais conforto e bem-estar aos pacientes, além de otimizar o trabalho dos profissionais de saúde. Atualmente, oito unidades do Autofisio 500 estão em fase de testes na Clínica de Fisioterapia da UCS, atendendo principalmente pacientes com sequelas motoras decorrentes de problemas neurológicos.

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História de sucesso: o caso de Ana Moraes

Um exemplo marcante é o de Ana Moraes, de 26 anos. Em abril de 2025, a jovem sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e passou por uma cirurgia de emergência. Ela ficou 21 dias internada, sendo 15 deles em coma induzido. Ao acordar, Ana não conseguia falar, escrever ou mover o lado direito do corpo.

"Desde então, estou em um processo intenso de reabilitação, com terapia ocupacional, acompanhamento psicológico, fisioterapia e fonoaudióloga", relata Ana. "Hoje, minha rotina é totalmente voltada para essa recuperação."

Graças ao uso do Autofisio 500, a evolução de Ana tem sido considerada surpreendente pelos profissionais que a acompanham. "Os profissionais que me acompanham destacam isso com frequência", diz ela. "Hoje, já não preciso mais de cadeira de rodas nem de apoio para caminhar. Uso apenas uma órtese no pé em caminhadas mais longas."

Cinco anos de pesquisa e investimento

O desenvolvimento do Autofisio 500 demandou cinco anos de estudos intensivos. O projeto contou com um aporte financeiro superior a R$ 3 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com uma empresa do setor privado. A coordenação ficou a cargo de Alexandre Avido, diretor-técnico do Hospital Geral de Caxias do Sul.

Para Fernanda Trubíán, ver o projeto sair do papel é uma experiência emocionante. "Gera uma grande responsabilidade em continuar pesquisando e aprimorando a tecnologia, para que ela realmente contribua, de forma segura e eficaz, tanto para os pacientes quanto para a prática clínica dos fisioterapeutas", completa a profissional.

Impacto positivo e perspectivas futuras

Ana Moraes, como paciente participante dos testes, considera um privilégio ter acesso a essa tecnologia inovadora. "Poder ter acesso a uma tecnologia inovadora como essa, que está contribuindo diretamente para a minha evolução e para os outros pacientes que vão utilizá-la, é algo que faz toda a diferença", afirma.

O Autofisio 500 representa um avanço significativo na área da saúde, combinando inovação tecnológica com cuidados humanizados. Espera-se que, no futuro, o equipamento possa ser amplamente adotado em hospitais e clínicas de reabilitação, beneficiando um número ainda maior de pacientes em todo o Brasil.

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