Bolsonaro apresenta melhora progressiva, mas segue na UTI sem previsão de alta
Bolsonaro melhora, mas segue na UTI sem previsão de alta (18.03.2026)

Bolsonaro apresenta melhora progressiva, mas segue na UTI sem previsão de alta

O médico cardiologista Brasil Caiado afirmou nesta quarta-feira (18) que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta uma melhora progressiva no quadro de saúde, embora continue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. Bolsonaro foi hospitalizado na última sexta-feira (13) pela manhã para tratamento de uma pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração.

Evolução do quadro clínico

"Nas primeiras horas, os exames laboratoriais indicaram uma piora do quadro, foi o que mais nos preocupou", relatou o médico. "Ontem foi o dia que ele, muito temerário, preocupado pelo cansaço, pela falta de ar, apresentou melhora progressiva", afirmou o profissional. Caiado destacou que o ex-presidente demonstrou apreensão com o peso da patologia, mas que o quadro atual é positivo e a tendência é de melhora contínua.

Histórico de problemas de saúde na prisão

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que foi preso por tentativa de golpe de Estado. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico após apresentar vômitos, tontura e queda da pressão arterial. Já em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.

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No mesmo mês, Bolsonaro foi transferido para a Papudinha, a pedido de seus advogados. A unidade prisional conta com:

  • Apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas
  • Barra de apoio na cama
  • Cozinha adaptada

Pedidos de prisão domiciliar negados

Mesmo após a transferência, a defesa apresentou uma série de novos pedidos pela prisão domiciliar, alegando fragilidade na saúde do ex-presidente. Contudo, todos os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro precise de cuidados específicos, ele tem condições para permanecer na unidade prisional.

Contexto da condenação

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em regime inicial fechado, condenado por tentar dar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. A pena foi fixada pela Primeira Turma do STF, seguindo o voto do relator Alexandre de Moraes, e inclui 24 anos e nove meses de reclusão, 2 anos e seis meses de detenção, além de 124 dias-multa equivalentes a dois salários mínimos.

O ex-presidente já havia feito uma aparição pública de cerca de 20 minutos em setembro de 2025, em frente à casa onde cumpria prisão domiciliar em Brasília, antes da transferência para a Papudinha. A situação de saúde de Bolsonaro continua sendo monitorada de perto pelas autoridades médicas e judiciais.

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