Ricardo Salles mantém candidatura ao Senado e critica André do Prado
Salles não abre mão de candidatura ao Senado por SP

O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) voltou a afirmar nesta terça-feira (12) que manterá sua candidatura ao Senado por São Paulo, apesar das articulações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do PL para consolidar uma chapa única da direita no estado. Em entrevista ao g1, Salles declarou que só desistiria da disputa caso André do Prado (PL) fosse substituído pelo vice-prefeito da capital, o coronel Ricardo Mello Araújo (PL).

Salles critica André do Prado

Segundo Salles, Tarcísio ainda não o procurou para discutir o cenário eleitoral. O deputado se referiu a Mello Araújo como “um cara verdadeiramente de direita”. “Se Tarcísio me procurar, vou conversar com ele, mas, como já disse publicamente, não vou desistir da minha candidatura. A única possibilidade seria se apoiassem Mello Araújo no lugar de André do Prado”, afirmou.

Disputa pelo Senado

A disputa ganhou força após o PL anunciar André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), como um dos nomes da chapa da direita ao Senado. O outro candidato apoiado pelo grupo de Tarcísio é o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo. Neste ano, os eleitores escolherão dois senadores por estado.

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Integrantes do grupo bolsonarista avaliam que uma terceira candidatura no campo da direita poderia dividir votos e enfraquecer a chapa apoiada pelo governador. Após participar de um evento em São Paulo na segunda-feira (11), Derrite afirmou que Tarcísio é o único capaz de resolver o impasse entre os grupos da direita no estado.

Tensão entre bolsonaristas

A tensão se intensificou nos últimos dias após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) anunciar apoio público a Prado e afirmar que será o primeiro suplente da chapa. Salles, que também buscava apoio do grupo bolsonarista, criticou a escolha. “Eu, para o André do Prado, pupilo do Valdemar [Costa Neto, presidente nacional do PL], não abro mão de jeito nenhum [da minha candidatura ao Senado]. Porque ele é Centrão. Nunca foi, jamais será de direita. Candidato de direita tem que ter história na direita. E ele não tem nenhuma”, disse Salles.

O deputado também classificou a indicação de Prado como uma espécie de “prêmio de consolação” ao PL após o partido perder espaço na composição majoritária do governo paulista. “A sigla [PL] queria indicar o vice-governador e não pôde”, afirmou.

Posicionamento de Mello Araújo

Questionado sobre a possibilidade de disputar o Senado, Mello Araújo disse que o nome apoiado pela família Bolsonaro já foi definido. “A decisão já foi tomada. A escolha de Eduardo deve ser respeitada. Não conversei com Salles nem com o filho do presidente, mas, na minha visão, eles deveriam tratar sobre o tema em particular”, afirmou.

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