Rejeição de Jorge Messias ao STF surpreende até a oposição no Senado
Rejeição de Jorge Messias ao STF surpreende oposição

Rejeição de Jorge Messias ao STF surpreende até a oposição

A votação sobre a dosimetria ocorreu enquanto o Senado ainda debatia os impactos da rejeição de Jorge Messias para o STF. O advogado-geral da União acompanhou a votação em um gabinete no Senado e, ao ver a derrota pela TV, abraçou a esposa. Em entrevista coletiva, agradeceu pelos votos recebidos e, sem citar nomes, atribuiu o resultado a um responsável: "Passei por cinco meses de desconstrução da minha imagem, com muitas mentiras. Nós sabemos quem promoveu isso."

Segundos antes da abertura do painel, o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT), perguntou ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), sobre a previsão do resultado. "Acho que vai perder por oito", respondeu Alcolumbre. Jorge Messias perdeu por sete: precisava de 41 votos, recebeu 34. A oposição comemorou, e Alcolumbre declarou: "A matéria vai ao arquivo e será feita a devida comunicação à Presidência da República." Em nota, a assessoria de Alcolumbre afirmou que o acerto no placar demonstra sua experiência em votações.

A quantidade de votos contra o governo surpreendeu até a oposição, que nos últimos 15 dias intensificou a operação para barrar Messias. A articulação final ocorreu em reunião na manhã de terça-feira (28), véspera da votação. Segundo o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL), mais de 30 senadores participaram. Decidiram votar contra Messias para mostrar o poder do Senado. "Havia a necessidade de unidade. A derrota dessa indicação era importante para sinalizar que o Senado se empodera", afirmou Marinho.

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A oposição conseguiu mais votos do que esperava: calculava 37 contra, mas obteve 42. O resultado indica que senadores governistas também votaram contra Messias. O vice-líder do governo no Senado, Otto Alencar (PSD), preferiu não buscar culpados: "Não se busca, depois da eleição, quem votou contra ou a favor. É falta de educação. Lamento, mas é página virada." Outros líderes governistas apontam que a disputa antecipada da eleição de outubro influenciou muitos votos.

Na quinta-feira (29), no plenário, Alcolumbre permaneceu calado diante das críticas de governistas e elogios da oposição. Ao ser abordado por jornalistas, disse: "Vocês sabem de mais coisa do que eu."

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