PF comemora escolha de André Mendonça como relator do caso Master no STF
PF comemora André Mendonça como relator do caso Master

Investigadores da PF celebram escolha de André Mendonça como novo relator do caso Master

A Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) respiram alívio após a saída de Dias Toffoli da relatoria do inquérito sobre o Banco Master. O ministro André Mendonça, sorteado para assumir o caso na semana passada, foi recebido com satisfação pelos investigadores, que temiam uma interrupção nas apurações de fraudes bilionárias.

Autonomia garantida e ritmo mantido

Fontes próximas à PF e ao STF revelaram ao blog que a principal preocupação dos policiais era de que o caso ficasse parado ou que houvesse limitações na autonomia das investigações. No entanto, em sua primeira conversa com a equipe e em reunião realizada no final da semana passada, Mendonça enviou um sinal claro: deu "carta branca" para os trabalhos continuarem com o ritmo necessário para esclarecer os fatos.

O ministro precisou, inicialmente, tomar conhecimento de toda a investigação, uma vez que o acesso ao processo era restrito ao antigo relator. Até então, outros ministros do STF conheciam apenas o relatório da PF entregue pelo diretor-geral Andrei Rodrigues ao ministro Edson Fachin, distribuído em uma reunião secreta — cujos detalhes vazaram e geraram mal-estar na Corte.

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Perfil técnico e imparcialidade

Não é apenas na polícia que o nome de Mendonça trouxe tranquilidade. Dentro do STF, outros ministros também expressaram alívio com a escolha. O argumento é de que Mendonça possui um perfil técnico e, diferentemente de outros nomes, não integra nenhum grupo político específico dentro do tribunal, o que afasta receios de perseguições ou protecionismos.

Além disso, Mendonça passa a acumular o caso Master com a relatoria das investigações sobre fraudes no INSS. Até o momento, sua atuação nesses processos não gerou reclamações do governo Lula no sentido de "perseguição política". Pelo contrário, a avaliação é de que ele tem conduzido as medidas de forma técnica e equilibrada.

Fim das incertezas e nova fase

Para investigadores que enxergavam uma possível operação de obstrução de Justiça — em que a polícia não conseguia avançar ou sofria limitações de prazo —, a chegada de Mendonça é vista como o fim de um período de incertezas. Agora, espera-se uma condução mais transparente e autônoma da investigação, marcando o início de uma nova fase nas apurações.

O caso Master envolve alegações de fraudes bilionárias e tem sido acompanhado de perto por autoridades e pela opinião pública. A nomeação de Mendonça representa um passo significativo para garantir que as investigações prossigam sem interferências, reforçando a confiança nas instituições de Justiça.

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