Oposição busca derrotar Lula com rejeição a Messias e veto de pena
Oposição busca derrotar Lula com rejeição a Messias e veto

A oposição articula uma dupla derrota ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana, com o objetivo de rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubar os vetos ao projeto que reduz a pena de condenados na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. No caso dos vetos, a oposição considera a vitória praticamente certa. Quanto à indicação de Messias, os esforços se concentram em impor um revés a Lula na votação agendada para esta quarta-feira (29).

Lula transforma aprovação de Messias em questão pessoal

Lula tem tratado a aprovação do nome de Jorge Messias para o STF como uma questão pessoal. O presidente afirma que a indicação é uma prerrogativa sua, enquanto a aprovação cabe ao Senado. No entanto, ele entende que uma eventual rejeição só ocorrerá se houver traição e vingança por parte de senadores que normalmente votam com o governo, seguindo uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Alcolumbre sinaliza neutralidade nos bastidores

O presidente da República tentou convencer Alcolumbre a fazer um gesto público de imparcialidade, mas até o momento não obteve sucesso. Pelo contrário, nos bastidores, Alcolumbre tem indicado que, se depender dele, Jorge Messias está entregue à própria sorte. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), espera uma sabatina longa, mas acredita que Messias será aprovado na comissão com 17 a 18 votos favoráveis. Ele prevê que o placar se repetirá no plenário do Senado, similar à recondução de Paulo Gonet para a Procuradoria Geral da República, que obteve 45 votos favoráveis, quatro acima do mínimo necessário.

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Estratégia da oposição para controlar o STF

A oposição, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), busca rejeitar Jorge Messias para que, em uma eventual vitória do pré-candidato da direita, este possa indicar o ministro que ocupará a cadeira de Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente no ano passado. A estratégia visa obter o controle do STF, que atualmente tem uma composição considerada adversa pelos bolsonaristas, especialmente para o ex-presidente Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar devido à condenação na ação penal do golpe.

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