Musk e Altman: Batalha judicial pela OpenAI pode redefinir futuro da IA
Musk e Altman: Justiça decide futuro da OpenAI

A Justiça americana iniciou o julgamento de um processo que pode influenciar os rumos da inteligência artificial nos Estados Unidos. De um lado, Elon Musk, o homem mais rico do mundo, dono da SpaceX, da Tesla e do X (antigo Twitter). Do outro, o também bilionário Sam Altman, líder de uma das maiores empresas de inteligência artificial do mundo: a OpenAI. Essa empresa está no centro da briga.

Histórico da disputa

Musk, Altman e outros pesquisadores criaram a OpenAI em 2015. Na época, afirmaram estar preocupados com os riscos da inteligência artificial para a humanidade. O laboratório, até então sem fins lucrativos, prometia compartilhar gratuitamente a tecnologia com o resto do planeta. Veio a disputa de poder e Musk deixou a startup em 2018. Quatro anos depois, a OpenAI lançou o ChatGPT, dando início ao boom da IA. Agora, a empresa vale US$ 730 bilhões - quase R$ 4 trilhões.

Acusações e pedidos

Musk desenvolveu a própria inteligência artificial, a xAI, e está processando a rival que ele financiou lá atrás. Ele afirma que a OpenAI traiu a missão original e prioriza o lucro. Musk quer: US$ 150 bilhões em indenizações; a remoção de Sam Altman do conselho da empresa; a volta para o modelo sem fins lucrativos; e a abertura dos códigos da inteligência artificial.

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Argumentos no tribunal

No tribunal, nesta terça-feira (28), Musk acusou Altman de roubar uma instituição de caridade. A defesa dele apresentou o caso como uma questão moral. A OpenAI respondeu que, apesar de ter um braço comercial, continua sob o comando de uma fundação sem fins lucrativos. O advogado da empresa argumentou que a inveja de Musk começou depois do sucesso da OpenAI. "Ele quer apenas prejudicar um rival", disse.

Impacto no setor

É só o começo de um julgamento que pode afetar todo o setor de inteligência artificial e, também, a economia. Isso em um momento em que a OpenAI avalia a abertura de capital - que seria uma das maiores ofertas públicas de ações da história. O que está claro até agora é que, na corrida da inteligência artificial, a rivalidade humana impera.

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