Ministro do STF amplia restrição para drones na casa de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, aumentar significativamente a área de restrição para voos de drones nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada em Brasília. A medida eleva o raio de proibição para 1 quilômetro, uma expansão considerável em relação à determinação anterior, que estabelecia apenas 100 metros de distância.
Pedido da Polícia Militar motivou a decisão
A ampliação foi solicitada pela Polícia Militar, responsável pela vigilância da residência por um período de 90 dias, durante o qual Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Na manhã desta quinta-feira, a PM apresentou um pedido formal para aumentar a segurança da área e evitar qualquer tipo de monitoramento indevido da casa.
Diante da solicitação, o ministro Moraes autorizou imediatamente a expansão da restrição. Em sua decisão, ele destacou: "Mostra-se adequada a recomendação do BavOp [Batalhão de Aviação Operacional] pela ampliação do perímetro de restrição para o raio mínimo de 1 quilômetro, compatível com a realidade operacional e com o nível de proteção exigido no caso concreto".
Contexto da medida de segurança
Na semana passada, Moraes já havia proibido voos de drones no raio de 100 metros da casa e autorizado a prisão de qualquer pessoa que operasse esses aparelhos na área. A nova decisão reforça essas medidas, ampliando consideravelmente o perímetro de segurança.
Jair Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão, decorrente de sua condenação na ação penal relacionada à trama golpista. A prisão domiciliar foi determinada como parte das condições de cumprimento da sentença, exigindo um esquema de vigilância reforçado.
A Polícia Militar continuará responsável pela segurança do local durante os próximos 90 dias, período em que qualquer violação das restrições poderá resultar em ações judiciais imediatas, incluindo a prisão dos infratores.



