Julgamento dos Mandantes do Assassinato de Marielle Franco Inicia no STF
Mandantes de Marielle começam a ser julgados no STF

Supremo Tribunal Federal Inicia Julgamento dos Suspeitos de Mandar Matar Marielle Franco

Os suspeitos de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), de seu motorista Anderson Gomes e da tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves começam a ser julgados pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal. Este processo representa um marco crucial na busca por justiça no caso que chocou o Brasil em março de 2018.

Três Condenados Já Cumprem Penas Presos

Até o momento, três participantes do crime estão presos cumprindo suas condenações. O primeiro a ser condenado foi o comerciante Edilson Barbosa dos Santos, conhecido como Orelha, em setembro de 2024. As investigações apontam que ele ajudou os assassinos a se desfazerem do carro GM Cobalt utilizado no crime.

Orelha, dono de um ferro-velho, foi condenado a 5 anos de prisão pelo crime de embaraçar a investigação de infração penal que envolvia organização criminosa. Segundo a denúncia oferecida pela força-tarefa do Gaeco em agosto de 2023, ele destruiu o veículo em um desmanche no Morro da Pedreira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, dificultando significativamente as investigações.

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Condenação dos Executores do Crime

Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, identificados como executores do crime, também foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ambos foram considerados culpados pelos seguintes crimes:

  • Duplo homicídio triplamente qualificado
  • Tentaiva de homicídio contra Fernanda Chaves
  • Receptação do veículo Cobalt prata clonado usado no crime

Ronnie Lessa recebeu pena de 78 anos e 9 meses de prisão, enquanto Élcio de Queiroz foi condenado a 59 anos e 8 meses. Ambos firmaram acordos de delação premiada, o que reduziu significativamente seus tempos de cumprimento de pena.

Detalhes das Penas e Indenizações

Graças aos acordos de delação, Lessa cumprirá 18 anos em regime fechado e mais 2 em semiaberto, enquanto Élcio de Queiroz cumprirá 12 anos preso. Esses prazos começaram a contar a partir de 12 de março de 2019, data de suas prisões.

Além das penas privativas de liberdade, os dois condenados devem pagar uma indenização no valor de R$ 3,5 milhões às famílias das vítimas. O pagamento será distribuído da seguinte forma:

  1. Uma pensão até os 24 anos para Arthur, filho de Anderson Gomes
  2. R$ 706 mil de indenização por dano moral para cada uma das vítimas: Arthur, Ághata, Luyara, Mônica e Fernanda Chaves

Os acordos de delação podem ser anulados caso os delatores não cumpram suas obrigações, incluindo a veracidade das informações prestadas.

Avanço nas Investigações

Os acordos de delação premiada assinados por membros do Ministério Público Federal, Ministério Público do Rio e Polícia Federal levaram a avanços significativos nas investigações. Esses avanços foram fundamentais para chegar aos suspeitos de serem os mandantes, que agora começam a ser julgados no Supremo Tribunal Federal.

O juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 39ª Vara Criminal, destacou em sua sentença que Orelha "tinha consciência da gravidade das infrações penais que estavam sendo investigadas" e que a destruição do veículo dificultou as investigações, "reforçando a sensação de impunidade".

O caso continua sob os holofotes da justiça brasileira, com o julgamento dos supostos mandantes representando um novo capítulo na busca por respostas sobre quem ordenou o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

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