STJ realiza eleição para definir nova liderança do tribunal nesta terça-feira
Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) se reúnem na manhã desta terça-feira, 14 de abril de 2026, para uma votação crucial que definirá a nova cúpula da corte para o próximo biênio. A eleição, marcada para as 11h, tem como principal objetivo escolher o novo presidente, o vice-presidente e o corregedor nacional de Justiça para o período de 2026 a 2028.
Luís Felipe Salomão é o favorito para assumir a presidência
O atual vice-presidente do STJ, ministro Luís Felipe Salomão, é amplamente apontado como o candidato natural e deve ser eleito presidente do tribunal sem grandes surpresas. Salomão, que já ocupa uma posição de destaque na corte, tem uma trajetória consolidada e é visto como uma figura de consenso entre os pares.
Para a vice-presidência, a expectativa é que o ministro Mauro Campbell, que atualmente exerce o cargo de corregedor, seja eleito. Campbell tem uma longa experiência na administração da Justiça e sua indicação é considerada uma continuidade natural do trabalho desenvolvido.
Benedito Gonçalves deve assumir a Corregedoria Nacional
O ministro Benedito Gonçalves emerge como o nome mais forte para ocupar a vaga de corregedor nacional de Justiça. Sua indicação é vista como estratégica, dada a necessidade de um perfil técnico e com conhecimento aprofundado das questões correcionais.
O atual presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, permanecerá no cargo até agosto de 2026, quando ocorrerá a cerimônia formal de posse dos novos eleitos. Essa transição gradual é uma tradição do tribunal, garantindo estabilidade e continuidade administrativa.
Eleição antecipada atende ao calendário eleitoral de 2026
A realização da eleição na primeira quinzena de abril não é aleatória. O calendário foi ajustado em função das eleições gerais de 2026, com o objetivo de proporcionar tempo suficiente para que o Senado Federal realize a sabatina do indicado ao cargo de corregedor nacional de Justiça. Esse processo é fundamental para assegurar a legitimidade e a transparência da indicação.
Além da eleição, a Corte Especial do STJ, composta pelos ministros mais antigos, discutiu reservadamente questões internas, incluindo a reação a um suposto esquema de venda de decisões judiciais. Essas discussões destacam os desafios que a nova cúpula herdará, exigindo firmeza e integridade na condução dos trabalhos.
A eleição desta terça-feira marca um momento de renovação e expectativa para o STJ, com a nova liderança tendo a responsabilidade de guiar o tribunal em um período de significativas demandas judiciais e administrativas.



