Virgínia aprova novo mapa eleitoral que pode beneficiar democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA
Virgínia aprova mapa eleitoral que favorece democratas nas midterms

Virgínia aprova novo mapa eleitoral que pode beneficiar democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA

O estado da Virgínia, nos Estados Unidos, aprovou na terça-feira, 21 de abril de 2026, um novo mapa de distritos eleitorais para as eleições de meio de mandato, marcadas para novembro deste ano. A medida, validada pelos eleitores do estado em um referendo, tem o potencial de beneficiar significativamente o Partido Democrata no pleito, aumentando as chances dos democratas conquistarem quatro cadeiras adicionais na Câmara dos Deputados dos EUA.

Contexto da "guerra das cadeiras" nos Estados Unidos

Com essa decisão, a Virgínia se tornou o mais novo estado norte-americano a aprovar o redesenho do mapa eleitoral, uma prática que já ocorreu em outros estados como o Texas e a Califórnia. Essa movimentação faz parte de uma intensa "guerra das cadeiras" entre democratas e republicanos pelo controle do Congresso dos EUA. A estratégia foi deflagrada pelo presidente Donald Trump, que busca manter seu partido, o Republicano, no controle do Congresso e contrariar uma tendência histórica em que o partido no poder perde cadeiras nas eleições de meio de mandato, conhecidas como "midterms".

As "midterms" estão agendadas para o início de novembro deste ano, e todos os assentos da Câmara serão renovados, além de um terço do Senado. O ato de redesenhar os distritos com o objetivo de "quebrar" redutos de um partido e integrá-los a distritos de maioria rival é chamado, no país, de "gerrymandering". Atualmente, os democratas detêm 6 dos 11 assentos destinados à Virgínia na casa legislativa. Com o novo mapa eleitoral, o partido de oposição de Trump terá "vantagem" em 10 dos assentos do estado.

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Impactos e validade do novo mapa eleitoral

A configuração aprovada em referendo vai alterar a constituição estadual e será válida para as próximas três eleições: a de novembro de 2026, em 2028 e em 2030. Com a aprovação do referendo, a Virgínia se tornou o 9º estado dos EUA a ter aprovado um novo mapa eleitoral de olho nos "midterms", com democratas e republicanos alternando vitórias em seus redutos. Segundo a mídia norte-americana, agora os democratas têm um assento de vantagem em meio à "guerra das cadeiras".

Ao menos outros nove estados norte-americanos têm discussões em andamento para mudar o mapa antes do pleito de novembro. Apesar da aprovação do referendo, a medida ainda pode ser derrubada pela Suprema Corte estadual, que avaliará se o plano é legal e conforme as normas constitucionais.

Reações políticas ao redesenho eleitoral na Virgínia

As principais figuras do Partido Democrata celebraram nas redes sociais o resultado do referendo na Virgínia. Por outro lado, os republicanos lamentaram a decisão, acusando os democratas de manipulação eleitoral. Políticos de ambos os partidos se acusaram mutuamente de querer roubar as eleições de meio de mandato, refletindo a polarização política que marca o cenário norte-americano.

O ex-presidente Barack Obama comemorou o resultado do referendo na Virgínia, destacando a importância da medida para o fortalecimento da democracia. A aprovação do novo mapa eleitoral na Virgínia representa mais um capítulo na intensa batalha política que define o futuro do Congresso dos Estados Unidos, com implicações significativas para as políticas nacionais e internacionais.

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