Declaração polêmica em cúpula sobre segurança nas Américas
Durante o discurso de abertura da Cúpula Escudo das Américas, realizada neste sábado, 7 de março de 2026, em Doral, na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contundentes sobre a situação de Cuba. O mandatário norte-americano afirmou que a ilha caribenha "está no fim da linha" e "em seus últimos momentos de vida", acrescentando que o país deseja negociar e que ele próprio vai cuidar da questão.
Encontro reúne líderes latino-americanos para debater desafios regionais
O evento contou com a presença de 12 líderes de nações da América Latina, incluindo figuras como Nayib Bukele, presidente de El Salvador, Javier Milei, da Argentina, e José Antonio Kast, do Chile. A pauta principal girou em torno de problemas urgentes como narcoterrorismo, atuação de cartéis e imigração em massa na região. Notavelmente, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não recebeu convite para participar da reunião.
Em suas palavras, Trump foi enfático ao descrever a crise cubana: "Estamos ansiosos pela grande mudança que em breve chegará a Cuba. Cuba está no fim da linha, realmente muito perto do fim da linha. Eles não têm dinheiro, não têm petróleo. Têm uma filosofia ruim, têm um regime ruim, que já é ruim há muito tempo". Essa fala ecoou declarações anteriores feitas na sexta-feira, 6, em entrevista à CNN, onde ele previu que Cuba "vai cair muito em breve".
Contexto e justificativas para a crise cubana
O presidente norte-americano explicou que a grave situação da ilha está diretamente ligada à interrupção da ajuda proveniente da Venezuela. Esse país foi alvo de um ataque dos Estados Unidos no início de janeiro de 2026, resultando na captura e destituição do ex-ditador Nicolás Maduro, que foi levado para julgamento em território estadunidense. Segundo Trump, a falta de suporte venezuelano agravou as condições econômicas e energéticas de Cuba, que já enfrentava sanções e cortes no fornecimento de petróleo impostas pelos EUA.
Perspectivas de negociação e envolvimento diplomático
Trump revelou que Cuba está aberta a negociações, afirmando: "E eles querem negociar. Estão negociando com Marco (Rubio, secretário de Estado dos EUA), comigo e com algumas outras pessoas. Acho que um acordo seria feito muito facilmente com Cuba. Mas Cuba está em seus últimos momentos de vida, do jeito que está. Depois terá uma grande nova vida, mas, da forma atual, está em seus últimos momentos".
Ele destacou que, embora o foco atual dos Estados Unidos esteja na ofensiva contra o Irã, o secretário de Estado Marco Rubio dedicará tempo para tratar das negociações com a ilha. "Ele vai tirar uma hora e depois terminar um acordo com Cuba. Esse será fácil", completou Trump, demonstrando confiança na resolução rápida do assunto.
Pressão internacional e compromisso de ação
Por fim, o presidente relatou que pelo menos quatro líderes presentes na cúpula solicitaram medidas concretas para abordar os problemas de Cuba, que enfrenta uma crise econômica e energética profunda. Em resposta, Trump assegurou: "Eu vou cuidar disso, ok?", reafirmando seu compromisso em intervir na situação. As declarações ocorrem em um momento de tensões geopolíticas e debates sobre o futuro das relações internacionais nas Américas, com a ausência do Brasil destacando divisões políticas na região.
