Trump propõe 'Conselho da Paz' e convida Lula; taxa de US$ 1 bi é negada
Trump convida Lula para Conselho da Paz; taxa de US$ 1 bi é negada

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um "Conselho da Paz" voltado para a situação em Gaza, gerando reações e convites a líderes mundiais, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, uma reportagem que circulou neste sábado (17) sobre uma suposta taxa de adesão de US$ 1 bilhão para países membros foi prontamente desmentida pela Casa Branca.

O anúncio e a polêmica da taxa bilionária

De acordo com informações da agência Bloomberg News, um rascunho do estatuto do novo conselho mencionaria que os países interessados em permanecer no órgão deveriam pagar US$ 1 bilhão. A reportagem indicava ainda que Donald Trump atuaria como presidente inaugural do conselho, e os mandatos dos países-membros teriam duração de até três anos, com possibilidade de renovação.

A Reuters, outra grande agência de notícias, afirmou não ter conseguido verificar essa informação de forma independente. A Casa Branca reagiu rapidamente, classificando a reportagem como "enganosa" e negando veementemente a existência de qualquer taxa mínima de adesão.

"Isso simplesmente oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade", declarou a Casa Branca em uma publicação na rede social X. O Departamento de Estado dos EUA, ao ser questionado, apenas remeteu a publicações anteriores de Trump e de seu enviado especial, Steve Witkoff, que não faziam menção a valores.

Convites a líderes internacionais

Entre os convidados de destaque para integrar o conselho está o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo fontes próximas ao assunto, Lula recebeu o convite do mandatário norte-americano, mas ainda não deu uma resposta. A avaliação sobre a participação brasileira deve ocorrer apenas na próxima semana, e um posicionamento oficial do governo brasileiro só será divulgado após a decisão do presidente.

Outro líder que confirmou publicamente o convite foi o presidente da Argentina, Javier Milei. Ao compartilhar uma imagem da carta-convite em suas redes sociais, Milei escreveu que será "uma honra" fazer parte da iniciativa, que será presidida por Trump e contará com a participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

A lista de integrantes convidados também inclui o bilionário americano Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional dos EUA.

Objetivos e estrutura do conselho

Trump anunciou a criação do conselho nas redes sociais na sexta-feira (16), descrevendo-o como um elemento-chave da segunda fase do plano apoiado por Washington para encerrar a guerra em Gaza. "Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar", ressaltou o presidente americano.

Segundo a Casa Branca, o Conselho da Paz terá como pauta a discussão de temas cruciais para a região, como:

  • Fortalecimento da capacidade de governança
  • Relações regionais
  • Reconstrução e atração de investimentos
  • Financiamento em larga escala e mobilização de capital

Paralelamente, Trump designou o major-general americano Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza. Esta força terá a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder o Hamas.

O desenvolvimento dessa iniciativa diplomática ocorre em um momento de tensões geopolíticas, e a adesão de figuras como Lula e Milei é vista como um termômetro para o apoio internacional ao plano de paz proposto pela administração Trump.