Trump oficializa Conselho da Paz em Davos e convida todos os países, incluindo Brasil
Trump assina carta do Conselho da Paz em Davos e convida nações

Trump oficializa criação do Conselho da Paz em cerimônia em Davos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22) a carta que oficializa a criação do Conselho da Paz, durante evento em Davos, na Suíça. A cerimônia marcou o início formal do novo organismo internacional, que, segundo Trump, vai atuar "em coordenação" com as Nações Unidas.

Anúncio da Casa Branca e participação de líderes

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou que a carta entrou em vigor imediatamente, transformando o Conselho da Paz em uma organização internacional oficial. O evento contou com a presença de diversos líderes mundiais que aceitaram o convite de Washington para integrar o conselho.

De acordo com informações divulgadas pela Casa Branca, aproximadamente 35 dos 50 chefes de Estado e de governo convidados concordaram em participar da iniciativa. Esse número representa uma adesão significativa, embora Trump tenha enfatizado que todos os países estão convidados a aderir ao Conselho da Paz, buscando ampliar sua base de membros.

Posicionamento do Brasil e avaliação de riscos

Enquanto isso, o governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, está em fase de consulta com outros países para avaliar uma resposta coordenada ao convite de Trump. O Planalto tem analisado cuidadosamente os riscos diplomáticos e jurídicos envolvidos na adesão, diante de preocupações com possíveis retaliações e a sobreposição de funções com o Conselho de Segurança da ONU.

Essa cautela reflete a complexidade das relações internacionais e o desejo do Brasil de manter uma postura estratégica, equilibrando interesses nacionais com compromissos globais. A decisão final dependerá de negociações em andamento e do alinhamento com parceiros internacionais.

Implicações para a governança global

A criação do Conselho da Paz sob a liderança de Trump pode trazer mudanças significativas na arquitetura da governança global. Ao propor uma coordenação com as Nações Unidas, o novo organismo busca complementar esforços existentes, mas também levanta questões sobre sua eficácia e impacto em fóruns internacionais estabelecidos.

Especialistas em política internacional destacam que a iniciativa reflete uma tendência de multipolaridade, onde diferentes atores buscam influenciar a agenda de paz e segurança. O envolvimento de países como o Brasil será crucial para moldar o futuro do conselho e suas ações no cenário mundial.