Rejeição a Messias no Senado foi a maior desde a redemocratização
Rejeição a Messias no Senado foi a maior desde 1985

A rejeição à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou 42 votos contrários, tornando-se a maior desde a redemocratização do Brasil. O placar expressivo supera os registros anteriores de derrotas de indicações do Executivo no Senado Federal.

Comparação histórica

Antes desse episódio, a maior rejeição havia sido a de Luiz Alfredo Salomão, cuja indicação para a Agência Nacional do Petróleo (ANP) foi barrada por 40 votos em 2003. Na ocasião, o resultado também foi atribuído à atuação contrária do presidente do Senado, que na época era José Sarney. Assim como agora, a derrota de Messias foi influenciada pela oposição liderada pelo presidente da Casa.

Outras indicações rejeitadas

Desde a redemocratização, seis outras escolhas do Executivo para diferentes cargos foram derrubadas pelos senadores, mas sempre com menos votos contrários. Essas rejeições ocorreram nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, envolvendo indicações de embaixadores, do chefe da Defensoria Pública da União (DPU) e membros de agências reguladoras.

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A derrota de Jorge Messias representa um marco na relação entre o Executivo e o Legislativo, evidenciando a força da oposição no Senado. O resultado pode ter implicações futuras para novas indicações do governo ao STF e a outros órgãos estratégicos.

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