O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, fez um apelo nesta quarta-feira, 6, por uma interrupção completa das hostilidades no Oriente Médio e pediu aos governos do Irã e dos Estados Unidos que reabram o Estreito de Ormuz o mais rápido possível. A declaração ocorreu após uma reunião em Pequim com o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
Apelo por cessar-fogo imediato
Wang Yi afirmou que a China considera necessário alcançar, sem demora, um cessar completo dos combates, e que retomar as hostilidades seria ainda mais inaceitável. Ele destacou que é essencial continuar negociando. As declarações foram citadas em um comunicado divulgado pelo ministério chinês.
O chanceler chinês também expressou a esperança de que as partes envolvidas respondam rapidamente ao apelo urgente da comunidade internacional para uma retomada normal e segura do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Impacto direto na China
Pequim foi diretamente afetada pelo bloqueio de Ormuz. Segundo a consultoria Kpler, mais da metade das importações marítimas de petróleo bruto da China procede do Oriente Médio e passa pelo estreito. Em represália à campanha de Israel e dos Estados Unidos contra o país, o Irã praticamente bloqueou a passagem. No entanto, a obstrução é dupla, pois desde meados de abril as forças americanas aplicam um bloqueio naval aos portos iranianos, medida que deve prosseguir, conforme afirmou o presidente Donald Trump na terça-feira.
Programa nuclear iraniano
O ministro chinês também abordou a divergência sobre o programa nuclear iraniano. Israel e Estados Unidos acusam o Irã de ambicionar desenvolver a bomba atômica, o que a República Islâmica nega. Wang Yi declarou que a China celebra o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares e considera que o país tem o direito legítimo de utilizar pacificamente a energia nuclear para fins civis.
Papel mediador da China
Pequim atua discretamente para tentar solucionar a crise desencadeada no Oriente Médio com a ofensiva israelense-americana contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. A diplomacia chinesa influenciou o frágil cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã desde 8 de abril. Wang Yi prometeu que a China desempenhará um papel mais importante na restauração da paz e da calma no Oriente Médio.



