Eduardo Paes rejeita pedidos para política imigratória estilo Trump no Rio
Paes rejeita política imigratória de Trump para o Rio

Prefeito do Rio reage a pedidos por política imigratória inspirada em Trump

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), respondeu neste domingo, 22 de fevereiro de 2026, a pedidos feitos por usuários nas redes sociais para que implementasse uma política imigratória semelhante à do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando expulsar estrangeiros da cidade. Os apelos, feitos em tom de brincadeira, surgiram após o término do Carnaval, com alguns cariocas expressando insatisfação com a presença contínua de turistas internacionais.

Usuários sugerem criação de 'ICE carioca' para deportações

Na plataforma X, antigo Twitter, um usuário escreveu: “Carnaval acabou já e o Rio de Janeiro continua infestado de gringos, alô Eduardo Paes? Tá na hora de transformar a guarda municipal na ice carioca e começar a deportar esses gringos daqui”. Outros seguiram com comentários similares, incluindo pedidos por “distribuição emergencial” de desodorantes, em referência a críticas sobre hábitos de higiene. ICE é a sigla em inglês para o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, órgão conhecido por medidas austeras de deportação em massa de imigrantes ilegais.

Resposta descontraída de Paes defende turismo e economia

Em resposta direta, Paes adotou um tom descontraído para amenizar a rixa dos cariocas com os visitantes. Ele afirmou: “Não! Deixa os caras aqui. De preferência consumindo e gastando muito! Todo mundo sorrindo e sendo gentil com os gringos! Pelo amor de Deus!”. Sua declaração reforça a importância do turismo para a economia local, destacando o papel dos estrangeiros no consumo e na geração de receitas para a cidade.

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Contexto e implicações da discussão nas redes sociais

O episódio reflete tensões pós-Carnaval, onde a presença massiva de turistas pode gerar conflitos culturais e urbanos. A reação de Paes, ao rejeitar medidas extremas, alinha-se com políticas de acolhimento e promoção do Rio como destino internacional. Analistas apontam que debates como este, embora iniciados de forma humorística, tocam em questões sérias sobre imigração, segurança e gestão pública em grandes centros urbanos.

Além disso, a menção a Trump evoca comparações com políticas globais de imigração, que têm sido alvo de controvérsias internacionais. No Brasil, a postura de Paes contrasta com propostas mais restritivas, enfatizando a valorização da diversidade e do intercâmbio cultural. A situação também destaca o papel das redes sociais em moldar discussões públicas, onde opiniões podem rapidamente ganhar visibilidade e exigir respostas oficiais.

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