Imprensa internacional ignora atos bolsonaristas no Brasil; apenas Washington Times noticia
Imprensa internacional ignora atos bolsonaristas no Brasil

Imprensa internacional dá pouca atenção aos atos bolsonaristas realizados no Brasil

As manifestações bolsonaristas que ocorreram em mais de vinte cidades brasileiras no domingo, 1º de março, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, não receberam grande destaque na cobertura da imprensa internacional. Veículos de comunicação de grande porte, como o americano The New York Times, o britânico The Guardian, o francês Le Monde e o espanhol El Mundo, ignoraram completamente os eventos bolsonaristas deste domingo.

Poucos veículos noticiaram os eventos

Sites de redes de televisão, incluindo BBC, CNN e CNBC, também não mencionaram os atos organizados pelo deputado federal Nikolas Ferreira. O jornal americano The Washington Times foi uma das raras exceções, publicando um artigo que destacou o esforço do senador Flávio Bolsonaro em se apresentar como o grande nome da direita brasileira, capaz de unificar o campo político.

O veículo mencionou faixas com a inscrição "Bolsonaro Livre" em inglês e a presença de bandeiras dos Estados Unidos durante as manifestações. Além disso, o texto abordou as acusações de Flávio Bolsonaro contra o STF, alegando que o tribunal estaria "destruindo a democracia". O conteúdo original foi produzido pela agência de notícias AP News e posteriormente compartilhado pela rede ABC News.

Discurso e ausências marcantes nos atos

Os atos foram mobilizados por Nikolas Ferreira sob o tema "Acorda, Brasil". Em seu discurso inflamado, o deputado insultou o presidente Lula, chamando-o de bandido, corrupto e ladrão, e pediu a prisão do ministro Alexandre de Moraes. O evento serviu como palanque presidencial para Flávio Bolsonaro, que adotou um tom mais brando em sua fala, fazendo acenos a aliados como Nikolas Ferreira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o pastor Silas Malafaia.

Notavelmente, Tarcísio de Freitas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participaram do maior dos atos, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, nem de qualquer outra manifestação. Os governistas avaliaram as ações como um fracasso, argumentando que elas demonstram a fraqueza eleitoral de Flávio Bolsonaro.

A falta de cobertura internacional sobre os atos bolsonaristas reflete uma percepção limitada de relevância fora do Brasil, contrastando com a atenção que eventos políticos anteriores receberam. A situação levanta questões sobre como a mídia global seleciona e prioriza notícias relacionadas a conflitos políticos em países estrangeiros.