Análise política sobre a candidatura de Joaquim Barbosa
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) avaliam que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, recém-filiado ao Democracia Cristã (DC), perdeu o momento ideal para se lançar como candidato à Presidência da República. Segundo estrategistas das duas campanhas, o magistrado, que ficou afastado da vida pública por vários anos, já não representa mais o que o tornou um nome forte na disputa eleitoral.
Mudança de percepção do eleitorado
Na visão desses analistas, Barbosa perdeu a imagem de “justiceiro” que marcou sua atuação no julgamento do mensalão. Hoje, esse papel é associado ao ministro Alexandre de Moraes, especialmente entre eleitores que se opõem a Jair Bolsonaro. Por outro lado, a figura de “magistrado antipetista” agora é ligada ao juiz Sergio Moro (PL-PR), que ganhou destaque na última década. Dessa forma, Barbosa não consegue mais atrair nem o eleitorado de esquerda nem o de direita com a mesma força de antes.
Contexto histórico
Joaquim Barbosa conduziu de forma rigorosa o julgamento do mensalão, o mais longo da história do STF, com 53 sessões plenárias ao longo de mais de quatro meses. Na ocasião, ele condenou ex-ministros do governo Lula, a cúpula do PT e políticos de cinco partidos aliados. Esse feito o projetou nacionalmente como símbolo de combate à corrupção, mas o tempo afastado da política reduziu seu apelo eleitoral.
Com a filiação ao DC, Barbosa tenta retomar a relevância, mas os pré-candidatos adversários acreditam que sua janela de oportunidade já passou. As campanhas de Flávio e Caiado monitoram de perto os movimentos do ex-magistrado, mas não o veem como ameaça imediata nas pesquisas de intenção de voto.



