BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Um dia após ser alvo da Polícia Federal, o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta sexta-feira (8) que a operação contra ele, motivada por suspeitas de envolvimento no caso do Banco Master, foi uma tentativa de manchar sua 'honra pessoal'.
“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu Ciro em nota divulgada em suas redes sociais. Esta é a primeira manifestação do senador sobre a operação da PF, que incluiu busca e apreensão na quinta-feira (7).
Detalhes da investigação
Segundo a corporação, Ciro teria recebido quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As investigações apontam ainda o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.
Nota da defesa
O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, emitiu nota afirmando que a defesa “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. Ele destaca que o senador está comprometido em contribuir com a Justiça “a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.
Kakay também afirma que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”.
Repercussão
A operação gerou grande repercussão no meio político, e Ciro Nogueira reafirma sua inocência, classificando a ação como parte de um ciclo anual de tentativas de desestabilização de lideranças políticas.



