Romeu Zema rejeita ser vice de Flávio Bolsonaro e afirma que levará candidatura até o fim
Zema descarta vice na chapa de Flávio Bolsonaro e mantém candidatura

Romeu Zema rejeita convite para vice de Flávio Bolsonaro e mantém candidatura presidencial

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira, dia 6, descartando completamente a possibilidade de ser vice na chapa ao Planalto liderada pelo senador Flávio Bolsonaro do Partido Liberal. Em sua declaração, Zema enfatizou que, apesar de haver um objetivo comum na direita de derrotar o atual presidente Lula do Partido dos Trabalhadores, o apoio entre os grupos só ocorrerá no segundo turno das eleições.

Zema afirma não ter recebido convite e reafirma compromisso com candidatura

Em suas palavras, o pré-candidato foi categórico: "Não recebi nenhum convite. Nem tenho interesse. Respeito os outros pré-candidatos de direita, mas vou levar minha candidatura até o final. Fiz minha vida toda na iniciativa privada e só entrei para a política porque estava inconformado". Esta não é a primeira vez que Zema nega a possibilidade de ser vice em uma eventual chapa com Flávio Bolsonaro; ele já havia se manifestado sobre o tema em janeiro, durante uma entrevista coletiva, e novamente em março deste ano, quando esteve em Ribeirão Preto, São Paulo, para cumprir agenda política.

Na ocasião de sua visita a Ribeirão Preto, Zema deixou claro que apoiará qualquer candidato da direita caso não avance para o segundo turno, mas reiterou sua intenção de conduzir uma campanha ativa e vigorosa contra o Partido dos Trabalhadores, destacando sua trajetória no setor privado como motivação para sua entrada na política.

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Divisão na direita sobre a escolha do vice de Flávio Bolsonaro

De acordo com informações do Blog da Andréia Sadi, há uma disputa significativa nos bastidores da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em relação à escolha do vice, o que expõe uma divisão interna dentro da direita. Aliados mais próximos de Flávio resistem ao nome da senadora Tereza Cristina do Partido Progressista, que é a preferida do Centrão, tendo sido sugerida mais de uma vez pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

A avaliação do núcleo considerado mais "duro" no entorno do senador é que o vice precisa ser uma solução de lealdade direta a Flávio, sem estar vinculado a um grupo político forte. Por esse motivo, o nome de Zema surge para aliados de Flávio como uma "solução mais simples" para o cargo de vice, já que ele não carrega um bloco político como o Centrão, o que poderia facilitar alianças estratégicas.

Renúncia ao governo de Minas Gerais e início da pré-campanha

Romeu Zema renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais em 22 de março de 2026 para iniciar oficialmente sua pré-campanha à Presidência da República. Ele havia anunciado sua intenção de concorrer ao cargo máximo do país em agosto do ano passado, durante um evento realizado em São Paulo. As eleições presidenciais estão marcadas para 4 de outubro deste ano, e a movimentação política tem sido intensa, com parlamentares mudando de partido e prefeitos deixando cargos em antecipação ao pleito.

Este cenário reflete a dinâmica complexa da política brasileira, onde alianças e rivalidades moldam o caminho para as urnas. Zema, ao manter sua postura independente, busca consolidar uma imagem de candidato focado em seus princípios e na luta contra o atual governo, enquanto a direita navega por divisões internas que podem impactar a formação de chapas eleitorais.

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