Amazonas define candidatos para eleição indireta do governo-tampão
O cenário político do Amazonas ganhou mais uma chapa para a disputa pelo governo-tampão do estado. Nesta quinta-feira, 16 de abril, o professor universitário Sérgio Augusto Bezerra, de 53 anos, filiado ao partido Novo, formalizou sua candidatura ao cargo de governador, anunciando a enfermeira Audriclea Viana, de 56 anos, também do Novo, como sua vice na chapa. O registro foi realizado na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), localizada em Manaus, capital do estado.
Quarta chapa entra na disputa pelo comando do estado
Com essa inscrição, o número de chapas concorrentes à eleição indireta sobe para quatro. Na quarta-feira, 15 de abril, o governador interino Roberto Cidade, do União Brasil, havia registrado sua candidatura, escolhendo o deputado estadual Serafim Corrêa, do PSB, como vice. Outros dois grupos também buscam o poder executivo estadual:
- O empresário William Bittar dos Santos (PSDB) com João Ricardo de Melo e Lima (PL) como vice.
- O empresário Cícero Alencar e o advogado Roque Lane, ambos da Democracia Cristã, para governador e vice, respectivamente.
Perfil dos candidatos da nova chapa
Sérgio Bezerra possui mestrado em ciências da computação e atua como professor no Instituto Federal do Amazonas (Ifam). Sua trajetória política inclui duas candidaturas a vereador, nas eleições municipais de 2016 e 2020. Já Audriclea Viana é enfermeira com doutorado em educação e também disputou o cargo de vereadora em 2016, demonstrando experiência no cenário eleitoral local.
Regras e cronograma da eleição indireta
O prazo para inscrição das chapas encerrou-se nesta quinta-feira, 16 de abril. A votação está marcada para 4 de maio, conforme confirmado pelo presidente em exercício da Aleam, deputado Adjuto Afonso (União Brasil). As regras do pleito, aprovadas pelos deputados estaduais em 4 de abril, estabelecem:
- A eleição será indireta, realizada pelos deputados estaduais.
- O sistema de votação é aberto e nominal.
- Para vitória em primeiro turno, é necessária maioria absoluta dos votos.
- Caso não haja maioria, ocorrerá segundo turno entre as duas chapas mais votadas, com vitória por maioria simples.
- Em caso de empate, será realizada nova votação e, se persistir, a decisão será por sorteio.
Contexto político e transição de poder
A eleição indireta foi necessária após a renúncia do então governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Progressistas) em 4 de abril. Como a saída ocorreu nos dois últimos anos do mandato, a Constituição estadual determina que a escolha do sucessor seja feita de forma indireta. Até a posse do novo governador, Roberto Cidade continua como interino no comando do governo. Wilson Lima já anunciou pré-candidatura ao Senado, enquanto Tadeu de Souza ainda não definiu qual cargo pretende disputar nas próximas eleições.
Este processo eleitoral atípico no Amazonas reflete um momento de transição política significativa, com múltiplas chapas buscando legitimidade perante os deputados estaduais que terão a responsabilidade de escolher o próximo governador. A diversidade de perfis entre os candidatos, desde professores e enfermeiras até empresários e políticos experientes, indica um cenário competitivo que promete debates intensos nas semanas que antecedem a votação.



