Pesquisa Quaest alerta Lula: economia azeda eleitores e Flávio Bolsonaro lidera
Quaest: economia azeda eleitores e Flávio lidera sobre Lula

Pesquisa Quaest envia alerta claro ao presidente Lula sobre cenário eleitoral

A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), traz um recado contundente para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso ele almeje a reeleição: é urgente reverter o mau humor dos eleitores em relação à vida econômica, que se tornou significativamente mais azedo desde o início do ano. A avaliação é compartilhada por interlocutores próximos ao presidente, que analisam o levantamento da Quaest com preocupação.

Flávio Bolsonaro assume vantagem numérica sobre Lula

Pela primeira vez, a pesquisa aponta Flávio Bolsonaro à frente do petista nas intenções de voto para um possível segundo turno, com 42% para o senador e 40% para o presidente. Esse dado reflete uma mudança significativa no cenário político e acende um sinal de alerta no Planalto.

Percepção econômica dos brasileiros só piora

De dezembro de 2023 para abril de 2024, a sensação dos eleitores sobre a economia nacional apresentou uma deterioração acentuada. O percentual daqueles que avaliam que a situação econômica piorou saltou de 38% para 50%. Em contrapartida, o índice dos que acreditam na melhora caiu de 28% para apenas 21%.

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Um aspecto particularmente negativo para o governo Lula é que essa piora foi mais intensa entre os eleitores que ganham de dois a cinco salários mínimos. Em dezembro, 41% desse segmento afirmava que a economia havia piorado. Agora, em abril, esse número subiu para 53%, um crescimento expressivo justamente no público-alvo de medidas recentes do governo, como o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

Preço dos alimentos pressiona o humor dos eleitores

Outro fator que impacta diretamente o mau humor em relação à economia é a percepção sobre o aumento dos preços dos alimentos. Em dezembro do ano passado, 57% dos entrevistados avaliavam que os preços estavam subindo. Atualmente, esse percentual saltou para 72%, reflexo da pressão inflacionária agravada pelos impactos da guerra no Oriente Médio.

Expectativa futura mantém leve otimismo

O único dado positivo da pesquisa no campo econômico está na expectativa futura sobre o comportamento da economia do país. Continua maior o percentual dos que acreditam que a situação vai melhorar (40%). Já o índice dos que preveem piora oscilou para baixo, saindo de 34% para 32%.

Próximos meses: governo busca reverter cenário

A equipe do presidente Lula acredita que será possível reverter esse mau humor nos próximos meses com ações voltadas para a população de renda mais baixa. No início de maio, o governo anunciará seu programa de refinanciamento de dívidas para famílias com débitos em atraso ou rendas comprometidas.

Além dessa medida, Lula encomendou à sua equipe uma mudança na taxa das blusinhas, medida adotada pelo Ministério da Fazenda que tem sido altamente rejeitada pelos brasileiros. O presidente afirmou em entrevista que, em breve, sua equipe alterará essa taxa para beneficiar especificamente as pessoas de baixa renda.

O cenário político e econômico delineado pela pesquisa Quaest coloca o governo diante de desafios imediatos, exigindo respostas rápidas e efetivas para reconquistar a confiança dos eleitores e melhorar a percepção sobre a gestão econômica.

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