Lula confirma chapa com Alckmin em 2026: 'Em time que está ganhando não se mexe'
Lula sinaliza repetir chapa com Alckmin para 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu um forte indício sobre sua estratégia para as eleições de 2026, durante um encontro reservado no Palácio do Planalto. A reunião, ocorrida na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Decisão tomada: a chapa vitoriosa se mantém

Durante a conversa, que teve como pano de fundo os cenários eleitorais nacionais e para São Paulo, Lula deixou claro seu plano. A intenção é repetir a chapa vitoriosa de 2022, mantendo Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente na busca por um quarto mandato. A famosa frase do futebol, "em time que está ganhando não se mexe", foi usada pelo presidente para justificar a opção, que visa garantir estabilidade política e eleitoral.

A permanência de Alckmin é vista como uma peça-chave para evitar turbulências dentro da coalizão governista. A decisão foi comemorada pelo PSB. O deputado Jonas Donizette, líder do partido na Câmara, destacou a relação de confiança construída entre Lula e Alckmin e lembrou que o vice foi fundamental para melhorar a votação do presidente em São Paulo em 2022, fator crucial para a vitória nacional daquele ano.

Cenários para São Paulo e nomes no tabuleiro

A reunião também serviu para Lula projetar cenários para a disputa pelo governo de São Paulo, que está diretamente ligada aos movimentos do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O presidente traçou duas possibilidades principais:

  • Cenário 1: Se Tarcísio buscar a reeleição, Lula reafirmou a importância de Fernando Haddad concorrer a uma vaga no Senado Federal.
  • Cenário 2: Caso o governador opte por disputar a Presidência da República, Haddad seria a melhor opção do PT para tentar sucedê-lo no Palácio dos Bandeirantes, mesmo diante de um cenário considerado difícil.

No entanto, Haddad demonstra hesitação em aceitar o que muitos dentro do partido chamam de "sacrifício eleitoral". A possibilidade de Alckmin ser lançado ao governo paulista também foi cogitada, mas esbarra na falta de disposição do próprio vice e no fato de o PSB já ter um pré-candidato: o ex-governador Márcio França.

Planos B: quem poderia substituir Alckmin na chapa?

Apesar da sinalização forte pela manutenção da chapa, o PT trabalha internamente com nomes alternativos para a vice-presidência, caso uma mudança de estratégia se torne necessária. Três hipóteses foram levantadas:

  1. Josué Alencar: Filho do ex-vice José Alencar e ex-presidente da Fiesp, é cotado para uma eventual aproximação maior de Lula com o setor empresarial.
  2. Helder Barbalho: Governador do Pará pelo MDB, é visto como um nome capaz de atrair os maiores partidos de centro para uma ampla aliança.
  3. Fernando Haddad: A hipótese de uma chapa "puro-sangue" petista, com o ministro da Fazenda como vice, também foi ventilada. A justificativa seria uma precaução diante da idade avançada de Lula, que completou 80 anos.

Porém, a palavra final, como sempre, será do presidente Lula. E todos os indícios apontam que a decisão pela continuidade da parceria com Alckmin já está encaminhada, solidificando o eixo da campanha pela reeleição dois anos antes da disputa.