O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reafirmou que não desistirá da pré-campanha mesmo após o episódio envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi dada em coletiva de imprensa em Washington, após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Flávio Bolsonaro desafia governo Lula sobre CPMI do Master
Em diversos momentos da entrevista, o parlamentar citou ações governamentais que devem ocorrer a partir de janeiro de 2027, demonstrando que pretende continuar na busca pelo comando do Executivo federal. “Eu já falei tudo que tinha que falar sobre o assunto (Vorcaro). Eu insisto pela instalação da CPMI do banco Master. Eu desafio o governo Lula a colocar sua base para pressionar o presidente do Congresso a instalar a CPMI”, afirmou.
O senador também disse que campanhas têm altos e baixos e refutou a tese de crise. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve explicações sobre a relação com o ex-dono do banco Master. “Lula disse que ele (Vorcaro) deveria aguardar a troca no Banco Central. Lula tem que falar se é conselheiro, sócio ou amigo de Vorcaro. Ele tem que explicar sobre seu filho, que está foragido pelo mundo. Cadê o Lulinha?”, rebateu.
Entenda o caso do áudio com Vorcaro
Os questionamentos relacionados ao banco Master e Flávio Bolsonaro começaram após a divulgação de um áudio pelo site The Intercept Brasil, revelando conversa entre o senador e Vorcaro. No áudio, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cobra parcelas atrasadas de um acordo de 134 milhões de reais em patrocínio para um filme sobre a vida do pai, alegando necessidade de honrar compromissos, como o pagamento de atores internacionais. Posteriormente, quando Vorcaro estava com tornozeleira eletrônica, Flávio o visitou para, segundo ele, encerrar o financiamento do filme Dark Horse.
Pedido a Trump sobre facções criminosas
Entre os assuntos tratados com Trump, Flávio disse ter solicitado a reclassificação dos grupos criminosos PCC e CV como terroristas, posição contrária à do governo Lula. “Enquanto o Lula vai de joelhos para implorar a Trump que não declare CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário. Nós temos um em cada quatro brasileiros morando em áreas dominadas por facções criminosas que impõem suas próprias regras”, declarou.
Flávio também afirmou que Trump perguntou sobre as condições de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e como a família está enfrentando a situação. O senador comentou ainda as pesquisas eleitorais, que mostram acirramento entre ele e Lula, com vantagem para o petista após a revelação do áudio.



