A senadora Eliziane Gama anunciou, nesta quinta-feira (2), sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), marcando uma mudança significativa no cenário político brasileiro. A parlamentar, que era filiada ao Partido Social Democrático (PSD), teve sua ficha de filiação abonada pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda em Salvador.
Novo ciclo político e reeleição em 2026
Em nota oficial, Eliziane Gama afirmou que inicia um novo ciclo político ao lado do presidente Lula. "Hoje inicio um novo ciclo ao lado do presidente Lula, que me convidou e abonou pessoalmente minha filiação ao PT. Seguimos juntos, unidos pelo compromisso com a justiça social", declarou a senadora.
A mudança partidária ocorre após quase quatro anos de filiação ao PSD e tem como objetivo claro a disputa pela reeleição ao Senado em 2026. A decisão foi comunicada oficialmente nesta quinta-feira, representando um realinhamento estratégico na política nacional.
Motivações para a saída do PSD
Segundo a senadora, a decisão de deixar o PSD foi motivada por divergências de posicionamento político. Eliziane afirmou que já vinha manifestando publicamente essas diferenças e que, mesmo com garantias dadas pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, optou por encerrar seu ciclo no partido.
"Mesmo com todas as garantias recebidas pelo presidente Kassab, decido que meu ciclo no PSD se encerra aqui e vou percorrer novos caminhos", afirmou a parlamentar, ressaltando que o PSD decidiu seguir uma nova direção política no país.
Compromisso mantido com o Maranhão
Apesar da mudança partidária, Eliziane Gama garantiu que seu posicionamento político e compromisso com o Maranhão permanecem inalterados. "Mudo de estrada, mas não altero meu destino. Meu compromisso com a justiça social no Maranhão permanece o mesmo", declarou a senadora, buscando tranquilizar seus eleitores sobre a continuidade de seu trabalho.
Trajetória política e atuação nacional
Jornalista de formação, Eliziane Gama tem 46 anos e está no primeiro mandato como senadora, tendo sido eleita em 2018 pelo então PPS, atual Cidadania. Antes de chegar ao Senado, exerceu os cargos de deputada estadual e deputada federal, construindo uma carreira política sólida.
A parlamentar ganhou destaque nacional como relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos de 8 de janeiro, quando pediu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras 60 pessoas envolvidas nos eventos daquela data.
Aliança estratégica com Lula
Evangélica, Eliziane Gama atuou ativamente no diálogo com grupos religiosos durante a campanha de Lula em 2022, desempenhando papel importante na aproximação entre o PT e setores evangélicos. O presidente chegou a agradecer publicamente a lealdade da senadora durante evento em Imperatriz, no segundo semestre de 2025.
A filiação ao PT representa o fortalecimento dessa aliança política, com implicações significativas para as eleições de 2026. A movimentação demonstra a consolidação de um bloco político em torno do presidente Lula, enquanto partidos como o PSD buscam redefinir suas posições no cenário nacional.
Esta mudança partidária ocorre em um momento crucial da política brasileira, com olhos voltados para as próximas eleições e reconfigurações nas alianças partidárias. A decisão de Eliziane Gama reflete tanto divergências ideológicas quanto cálculos eleitorais, em um movimento que pode influenciar outras mudanças no espectro político nacional.



