Lula evita debate eleitoral e causa impasse na base aliada, dizem aliados
Comportamento de Lula sobre eleição preocupa aliados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está adotando uma postura que tem intrigado e frustrado políticos de sua própria base de apoio. Segundo relatos de interlocutores próximos ao mandatário, Lula não demonstra pressa para iniciar negociações ou mesmo dialogar abertamente sobre a formação de alianças para a disputa eleitoral.

Conversas interrompidas e aliados frustrados

Quem tentou abordar o petista para tratar especificamente de temas eleitorais, "quebrou a cara", nas palavras desses aliados. O presidente parece evitar deliberadamente o assunto, criando um clima de incerteza e impasse entre os partidos que compõem o governo. Apesar da relutância em discutir estratégias de campanha em âmbito nacional, um tema tem ganhado espaço nas conversas dentro do Palácio do Planalto.

O foco atual, de acordo com as informações, está na composição de chapas em estados considerados fundamentais para qualquer projeto de reeleição. A preocupação imediata do Planalto é resolver situações pendentes em unidades da federação onde, até o momento, Lula ainda não conta com um palanque sólido para defender sua candidatura.

Estados-chave no centro das atenções

A atenção se volta especialmente para São Paulo, Minas Gerais e Bahia, estados com grande peso no colégio eleitoral. Nesses locais, a definição de alianças e candidaturas ao governo estadual é vista como crucial para a sustentação da campanha presidencial. Enquanto Lula se mantém evasivo sobre o quadro geral, seus auxiliares mais próximos buscam avançar nas costurações regionais.

O comportamento do presidente levanta questões sobre o cronograma político do Palácio do Planalto. Enquanto o mercado político já se movimenta para as eleições de 2026, a hesitação de Lula em engrenar as discussões pode representar um risco estratégico. Aliados temem que a demora em definir as alianças nacionais e estaduais possa enfraquecer a posição governista diante de uma oposição que já começa a se organizar.

O impasse revela uma estratégia cautelosa ou, possivelmente, uma divergência interna sobre o melhor momento e a melhor forma de entrar no jogo eleitoral. Enquanto isso, a base governista aguarda um sinal mais claro do presidente para começar a estruturar de fato a campanha pela reeleição.