O ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) reagiu com duras críticas ao presidenciável Romeu Zema (Novo) após este afirmar que quem votar em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente da República “muito provavelmente está entregando a eleição para Lula”. Em publicação no X, Carlos afirmou: “Estou para conhecer sujeito mais baixo que esse”.
Reação de Carlos Bolsonaro
Segundo Carlos, que deve disputar o Senado por Santa Catarina neste ano, houve uma tentativa de aproximação de Zema, mas “na primeira oportunidade vem mais uma facada”. Ele acrescentou: “Não me venham falar que isto é pontual, pois não é. O que seus satélites fazem são facilmente identificados quando rapidamente pesquisados, seja por inércia, seja por ação direta. Analisem e tirem vocês suas conclusões. Tudo tem muita permissão e casca de palmeira. Este sujeito está cada dia fazendo a chance de seu partido se desintegrar de forma brutal”.
Declarações de Zema
Mais cedo, em São Paulo, Zema afirmou que a oscilação de Flávio Bolsonaro para baixo nas pesquisas de intenção de voto, enquanto Lula se manteve estável, é alarmante. “Fico preocupado que estejamos entregando para a esquerda mais uma vez essa eleição. Essas últimas pesquisas mostraram que quem está votando no Flávio muito provavelmente está entregando a eleição para o Lula”, disse Zema. No entanto, ele não vê contradição em apoiar Flávio em um eventual segundo turno contra o atual presidente. “Estarei no segundo turno trabalhando contra o PT. Como candidato que foi para o segundo turno ou junto com outro candidato”, declarou.
Críticas de Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado federal, também criticou Zema, mas de maneira mais amena. “A tese da ‘união da direita’ era que seria preciso deixar de lado qualquer ressalva, para que unidos pudesse a direita derrotar Lula. Mas esse discurso não dura uma investida de um blog de esquerda”, disse ao se referir às críticas do ex-governador de Minas.
A troca de farpas expõe as fissuras na direita, com Carlos Bolsonaro afirmando que “os que o apoiam (Zema) de forma velada ou se mantém inertes, se mostram cada vez de forma mais cristalina o que pretendem fazer com o país”.



