Caiado promete anistia ampla e geral como primeiro ato se eleito presidente em 2026
Caiado promete anistia geral como primeiro ato se eleito presidente

Governador de Goiás oficializa pré-candidatura à Presidência com proposta de anistia geral

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), lançou oficialmente nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. Em um discurso que mesclou sua trajetória política com os resultados de sua gestão estadual, o político apresentou um conjunto abrangente de diretrizes para o país, com destaque especial para uma proposta de anistia que inclui explicitamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Anistia como instrumento de pacificação nacional

Caiado afirmou que seu primeiro ato como presidente seria a concessão de uma anistia "ampla, geral e irrestrita" para todos os envolvidos em episódios recentes de tensão institucional, citando nominalmente os eventos de 8 de janeiro de 2023 e a tentativa de golpe de Estado. O pré-candidato comparou a medida aos atos de Juscelino Kubitschek após levantes militares na década de 1950, defendendo que a polarização política atual pode e deve ser desativada.

"O Brasil não suporta mais viver uma situação que tem sido uma constante nesses últimos anos. A polarização pode ser desativada, sim. Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e irrestrita", declarou Caiado durante o evento de lançamento de sua pré-candidatura.

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Pilares da plataforma presidencial

Além da proposta de anistia, o governador apresentou diversos eixos programáticos que compõem sua plataforma eleitoral:

Exploração de minerais estratégicos: Caiado defendeu que o Brasil assuma protagonismo na exploração e processamento de terras raras pesadas e outros minerais críticos, essenciais para tecnologias como baterias e imãs. Ele propôs parcerias com Estados Unidos e Japão para romper o que chamou de "quase monopólio dos chineses" nesse setor.

Combate ao crime organizado: A segurança pública foi eleita como um dos pilares centrais, com proposta de integração das polícias estaduais com a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Caiado citou seu modelo em Goiás, onde afirma ter controle total dos presídios e inteligência policial eficiente.

Marco regulatório da Inteligência Artificial: O pré-candidato criticou o projeto de regulação da IA em tramitação no Congresso, classificando-o como retrógrado e punitivo. Ele propôs um modelo de código aberto que incentive inovação e criatividade, citando exemplos de softwares desenvolvidos em sua gestão para combater o crime e monitorar o meio ambiente.

Reformas estruturais e posicionamento político

Caiado também abordou temas como reforma educacional, defendendo a exportação do modelo goiano (primeiro lugar no Ideb) para todo o país, e transição de programas assistenciais para políticas de emancipação social. Na área econômica, sinalizou uma gestão de corte liberal, defendendo iniciativa privada e economia de mercado, com críticas às atuais taxas de juros.

O governador ainda fez referência à necessidade de experiência política, citando seus cinco mandatos como deputado e um como senador como qualificação para articulação com o Congresso. Em tom desafiador, afirmou que seu objetivo não é apenas vencer o Partido dos Trabalhadores, mas governar de forma que o partido deixe de ser uma opção eleitoral no país.

"O desafio não é ganhar a eleição do PT, isso é fácil. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país. Não é opção mais em Goiás, não é opção mais em São Paulo", declarou o pré-candidato, reforçando seu posicionamento político.

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