Tulsi Gabbard renuncia à Diretoria de Inteligência Nacional dos EUA
Tulsi Gabbard renuncia ao cargo de diretora de Inteligência

A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia ao cargo nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026. Em carta endereçada ao presidente Donald Trump, ela justificou a saída pelo diagnóstico de seu marido, Abraham, com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Gabbard afirmou que precisa se afastar do serviço público para apoiá-lo integralmente nessa batalha.

Motivos pessoais e profissionais

Em sua carta, Gabbard destacou que Abraham foi seu porto seguro ao longo de onze anos de casamento, apoiando-a em missões militares, campanhas políticas e no serviço público. A renúncia entra em vigor em 30 de junho. A ex-deputada democrata vinha se tornando cada vez mais conservadora, apoiando Trump em 2024 e aceitando um cargo em seu governo. No entanto, sua posição anti-intervenção militar gerou mal-estar, especialmente com a guerra no Irã.

Tensões no governo

Segundo o portal Axios, Gabbard teve dificuldades para se adaptar ao governo e administrar o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional. No mês passado, escapou por pouco de ser demitida por Trump, que foi persuadido a adiar a decisão por Roger Stone, amigo em comum. Em março, Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, também renunciou por não apoiar a guerra contra o Irã, compartilhando com Gabbard a postura anti-intervenção.

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Disputa com a CIA

O Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI) esteve envolvido em uma disputa de bastidores com a CIA, que veio a público em audiência no Senado. Um funcionário da CIA revelou que a agência passou por cima do ODNI para obter informações sobre arquivos confidenciais, como o assassinato de John F. Kennedy, as origens da covid-19 e a síndrome de Havana. A CIA negou obstrução.

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