A Rússia acusou a Ucrânia, nesta sexta-feira, 22, de realizar um ataque com drones contra um dormitório estudantil em Luhansk, região ocupada por forças russas no leste da Ucrânia. O bombardeio teria matado ao menos seis pessoas e deixado 15 desaparecidas. O governo ucraniano, por sua vez, nega a acusação e afirma que o alvo era um quartel-general militar russo.
Detalhes do ataque
Segundo autoridades russas, os drones atingiram um dormitório da Universidade Pedagógica de Lugansk. No momento da explosão, 86 adolescentes de 14 a 18 anos dormiam no local, informou o Kremlin. O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o ataque como “não acidental” e afirmou que “16 drones foram direcionados ao mesmo local”. Ele declarou ainda que “não havia qualquer alvo de caráter militar, nem instalações pertencentes aos serviços de inteligência” nas imediações, prometendo uma retaliação.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia denunciou o que chamou de “ataque deliberado contra a população civil” e criticou o apoio de países ocidentais, que “fornecem informações às Forças Armadas ucranianas e as ajudam a direcionar seus ataques”.
Posição da Ucrânia
O Estado-Maior ucraniano, em contrapartida, afirmou que suas forças bombardearam o “quartel-general” de uma unidade militar russa na região ocupada. “A Ucrânia realiza ataques contra infraestruturas e instalações utilizadas para fins militares, respeitando escrupulosamente as normas do direito internacional humanitário”, declarou em mensagem publicada nas redes sociais.
Em julho do ano passado, a Rússia anunciou ter tomado o controle total da região de Luhansk, uma das quatro áreas anexadas ilegalmente por Putin. O ataque desta sexta-feira ocorre após o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, prometer uma resposta do Exército após visitar os escombros de um prédio residencial em Kiev atingido por um míssil russo na semana passada, que matou 24 pessoas, incluindo três crianças.



